Mostrando postagens com marcador Cuba. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cuba. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

O guardião de Havana

O presente artigo é uma ótima reflexão sobre os negócios em Cuba ocorridos à revelia e autorização de nosso Congresso. 
Ocorre, sobretudo, por culpa de uma sociedade avessa a cumprir sua responsabilidade na governança da coisa pública.
Vale a leitura.

O guardião de Havana 
DEMÉTRIO MAGNOLI
O GLOBO

Qual é a motivação do governo de Dilma Rousseff para rebaixar-se à condição de eco dos sucessores de Hugo Chávez?


Quem escreveu aquele comunicado vergonhoso? “Os Estados Partes do Mercosul (...) rechaçam as ações criminosas dos grupos violentos que querem disseminar a intolerância e o ódio na República Bolivariana da Venezuela”, “expressam sua mais firme rejeição às ameaças de ruptura da ordem democrática” e “confiam plenamente que o governo venezuelano não descansará no esforço para manter a paz e as plenas garantias de todos os cidadãos”. Essas linhas são uma cópia quase literal das declarações do governo da Venezuela. O Brasil só assinou embaixo, produzindo uma das páginas mais sombrias da história de nossa política externa. Qual é a motivação do governo de Dilma Rousseff para rebaixar-se à condição de eco dos sucessores de Hugo Chávez?

Nos tempos de Lula, tínhamos uma política externa com inflacionadas pretensões, guiada pela meta de obter um lugar no Conselho de Segurança da ONU. Falava-se na construção de uma ordem global multipolar, na ruptura da “hegemonia americana” e na reorganização Sul-Sul do comércio mundial. O chanceler Celso Amorim proclamou uma “aliança estratégica” Brasil-China. Uma vertente ultranacionalista personificada por Samuel Pinheiro Guimarães flertou com a ideia de edificação de um arsenal nuclear brasileiro. No auge do desvario, oferecemos uma cobertura à aventura nuclear iraniana. Hoje, nada restou daquela espuma: tornamo-nos, apenas, um aparelho de repetição das frases e dos gestos de Nicolás Maduro.

A política externa lulista era um castelo de areia inspirado por reminiscências do terceiro-mundismo e uma renitente nostalgia do projeto de Brasil-Potência delineado na ditadura militar. O castelo desabou sob o impacto de fracassos em série e do notório desinteresse de Dilma por qualquer coisa que aconteça fora das fronteiras nacionais. Sobrou um caroço duro de compromissos políticos e ideológicos: hoje, o Brasil define seu lugar no sistema internacional em função do imperativo da proteção dos interesses do regime castrista. Eis a chave para decifrar o comunicado do Mercosul.

O destino da “revolução bolivariana” nunca tocou nos feixes nervosos do lulopetismo. Lula assistiu, contrariado, à ascensão de Chávez como liderança concorrente na América Latina e tentou guardar distância dos rompantes antiamericanos do caudilho de Caracas. Mas a Venezuela chavista firmou uma estreita aliança com Havana e o petróleo subsidiado da PDVSA converteu-se na linha vital para a sobrevivência do Estado castrista. É por esse motivo que o Brasil firmou um comunicado no qual a oposição venezuelana aparece sob o rótulo de “grupos criminosos” engajados em promover um golpe de Estado.

Bem antes da segunda candidatura presidencial de Lula, em 1994, um editorial da revista teórica do PT qualificou a Cuba de Fidel Castro como uma ditadura indefensável. Nos anos seguintes, enquanto José Dirceu reinventava o PT como uma azeitada máquina política, Lula fazia uma opção preferencial pela ditadura cubana, rejeitando a oferta de acomodar seu partido no ônibus da social-democracia europeia. Aquelas escolhas marcam a ferro a política externa do lulopetismo. Tilden Santiago, um embaixador brasileiro em Havana, elogiou os fuzilamentos políticos promovidos pelo castrismo em 2003. No Ministério da Justiça, em 2007, Tarso Genro deu a ordem imoral de deportação dos boxeadores cubanos. Três anos depois, Lula identificou os presos políticos cubanos como criminosos comuns. É nessa trajetória que se inscreve o comunicado do Mercosul.

A Venezuela ainda não é uma ditadura, pois conserva a liberdade partidária e um sistema de sucessão baseado em eleições gerais. Contudo, já não é mais uma democracia, pois eliminou-se a independência do Judiciário, restringiu-se a liberdade de imprensa e as Forças Armadas foram submetidas ao catecismo chavista. À beira do colapso econômico, o regime enfrenta uma onda de insatisfação que se espraia da classe média para os pobres. Confrontados com manifestações de protesto, os sucessores de Chávez recorrem a intimidações, prendem sem acusações críveis um líder opositor e soltam a rédea dos “coletivos”, que operam como grupos paramilitares de choque.

O uso da força contra manifestações pacíficas foi respaldada pelo Mercosul, mas crismada como “inaceitável” até mesmo por José Vielma Mora, governador chavista do estado de Tachira, que pediu a libertação de “todos os aprisionados por razões políticas”. Até quando Dilma Rousseff emprestará o nome do Brasil à repressão “bolivariana”?

Cuba é o nome da armadilha. De um lado, sem a vasta transferência de recursos proporcionada pela Venezuela, o poder castrista enfrentaria o espectro do colapso. De outro, o governo brasileiro não dispõe das condições políticas necessárias para assumir o lugar da Venezuela. O Brasil já financia o regime dos Castro por meio de obscuros empréstimos do BNDES e das remessas de divisas associadas ao programa Mais Médicos. Entretanto, mesmo diante de uma oposição prostrada, o lulopetismo não tem como vender à nação a ideia de converter o Brasil no Tesouro de Cuba. Como produto do impasse, nossa política externa foi capturada pela crise da “revolução bolivariana”.

“A Venezuela não é a Ucrânia”, disse a primeira-dama Cilia Flores, desvelando mais um temor que uma certeza. A profundidade da crise não escapou à percepção de Heinz Dieterich, o sociólogo que cunhou a expressão “socialismo do século 21” e serviu durante anos como conselheiro ideológico de Chávez. Dieterich conclamou “uma facção” do chavismo a articular “uma aposta democrática de salvação nacional” que se coagularia num governo de coalizão com os oposicionistas moderados reunidos em torno de Henrique Capriles. Qualquer saída política pacífica exigirá um esforço de mediação internacional. O Brasil só poderá ajudar se o governo conseguir separar o interesse nacional dos interesses da ditadura castrista.
.

domingo, 20 de outubro de 2013

Cuba: o preço da singularidade


Leonardo Padura Fuentes


Há um país no mundo onde um porteiro de hotel, ou um manobrista, ou até um vendedor de abacates ganha mais dinheiro do que um médico, um engenheiro, um professor universitário. Esse país, é claro, tem que ser extremamente singular, atípico. Para obter uma vida mais digna, os engenheiros tornam-se porteiros ou motoristas de táxi, os professores passam parte do seu tempo revendo a matéria com os alunos para que seu salário oficial triplique, e há médicos que criam porcos ou que dependem de doações de pacientes ou de remessas enviadas de fora do país por um parente.

É um país onde as mudanças têm sido tomadas para restaurar a "normalidade" alterada pela deformação da singularidade, em um processo lento, mas necessário, cujos objetivos e formas (mais um caso de singularidade) são pouco conhecidos por seus habitantes. Nós, que vivemos nesse país.

Desde o início da revolução de Fidel Castro, muito prontamente anunciada como um processo político e econômico socialista, Cuba começou a se tornar esse país singular. Enquanto o governo estava empenhado em praticar uma política internacional de caráter marcadamente terceiromundista (com ênfase na solidariedade internacional, o espírito latino-americano etc.), no interior da sociedade, aplicava benefícios próprios ao Primeiro Mundo, que iam desde o acesso gratuito à medicina, à educação e à prática esportiva de qualidade até o pleno emprego, a ascensão social e intelectual das mulheres e muitos outros.

Para que os cubanos vivêssemos no Primeiro Mundo, sempre faltou, no entanto, a possibilidade de satisfazer certas preferências materiais, ou a possibilidade de viver em uma sociedade aberta para o mundo, para a troca de ideias, a opção de discordar. A combinação de um e outro extremo desse diapasão de possibilidades e impossibilidades colocou-nos em uma espécie de "Segundo Mundo", que teria elementos de ambos, mas ao qual faltariam outros aspectos quase em igual proporção. O resultado --ou um deles-- estava revestido de nossa peculiaridade política e social, mãe da singularidade visível nas vidas e escolhas dos indivíduos.

Nos últimos 20, quase 25 anos, que se sucederam desde o desaparecimento da União Soviética e de seu apoio econômico, a singularidade cubana aumentou: no meio de tanto desabamento, o governo persistiu no modelo socialista já estabelecido, manteve sua projeção internacional terceiromundista, mas dos benefícios de Primeiro Mundo poucos sobreviveram.

Uma educação pública que perdeu qualidade, uma saúde gratuita dispensada em hospitais às vezes em ruínas, uma prática esportiva que, sem se dizer às claras, arriou a bandeira do orgulho do amadorismo, o reconhecimento de que o Estado/governo não pode contratar e pagar salários a todos os cubanos, o renascimento da prostituição e a necessidade de o engenheiro trabalhar como taxista.

Com o processo de mudança empreendido nos últimos cinco, seis anos, a singularidade cubana começa a desvanecer-se em um movimento que nos cerca cada vez mais, e de forma dramática para a maioria da população, com modos de vida mais próximos aos do Terceiro Mundo com os quais comungamos do que com os do Primeiro Mundo com os quais tentamos competir... Ao menos em determinadas áreas.

Embora seja verdade que a mortalidade infantil cubana é menor que a norte-americana, que Cuba forma quantidade suficiente de médicos para enviar à Venezuela, ao Brasil e a dezenas de outros países ao redor do mundo sem que seu sistema de saúde entre em colapso, também é verdade que, lenta, mas inexoravelmente, o país esteja se tornando um lugar onde uns (a minoria dramática) têm mais do que outros (a trágica maioria), e que, para manter seu controle político, o governo teve que empreender uma cruzada contra a corrupção, e que lenta, mas visivelmente, faz renascer a iniciativa privada... Porque tanta singularidade resultava insustentável, mesmo para continuar a fazer parte do Terceiro Mundo.

LEONARDO PADURA FUENTES, 58, é escritor e jornalista de Havana, vencedor do Prêmio Nacional de Literatura 2012 de Cuba
.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Governo de Cuba cortará meio milhão de empregos públicos até 2011

Amigos, não é uma notícia qualquer. Apesar de discreta é extremamente significativa.
O último bastião de visibilidade do comunismo ajoelha-se diante do capitalismo para ser inserido nas forças do mercado.

Não é algo simples tampouco aleatório. É um senhor recado para os líderes do neobolivarianismo assinalando sua diferença sobre o socialismo tradicional. Nada de se aproveitar enquanto outros trabalham para viver sob a sombra do Estado prevalente.

Creditaria, até, a aproximação e influência de Lula nesse contexto.
É, de fato, uma notícia ímpar. Reconheço que por esta eu não esperava tão cedo.
.
.
.Governo de Cuba cortará meio milhão de empregos públicos até 2011


DA EFE, EM HAVANA
Mais de meio milhão de servidores públicos de Cuba perderão seus empregos nos próximos meses, ao mesmo tempo em que é anunciada uma transformação radical nos modelos salariais e de trabalho para atenuar a grave situação econômica. A mudança, que há semanas corria como um rumor pela ilha, se tornou pública nesta segunda-feira em um comunicado divulgado pela CTC (Central de Trabalhadores de Cuba), que aprovou a medida para "manter o controle sistemático do andamento do processo".


O comunicado informa sobre a "redução de mais de 500 mil postos de trabalho no setor estadual e, paralelamente, o aumento no setor privado", e detalha que este processo será realizado durante o próximo ano, mais precisamente "até o primeiro trimestre de 2011".
Alguns órgãos do Partido Comunista de Cuba -- único no país -- já foram instruídos para que expliquem aos trabalhadores o que está por vir, enquanto outros já orientaram os funcionários a elaborarem "listas" de pessoas mais ou menos necessárias.

O economista Juan Triana, pesquisador do Centro de Estudos da Economia Cubana, reconheceu que a medida de abrir mão de meio milhão de funcionários é difícil em um país onde a força de trabalho é de três milhões, mas lembrou que já existe meio milhão de trabalhadores no setor privado.

"As contas do Estado já estão saturadas e é muito duro para qualquer governo, mas já não existe mais remédio", disse Triana, além de acrescentar que a absorção desses desempregados deverá ficar a cargo de "pequenas empresas, cooperativas e empresas familiares, pois não acho que Cuba possa inventar nada novo".

O comunicado da CTC não garante uma nova função aos desempregados, mas sugere um "horizonte de opções com novos tipos de empregos não estatais como arrendamento, usufruto, cooperativas e o trabalho por conta própria para onde se deslocarão milhares de trabalhadores nos próximos anos".

CONTROLE
Em Cuba existem centenas de atividades e de negócios que fogem ao controle público, seja em transporte, alimentação, turismo ou quase todos os tipos de serviço, como pode ser comprovado por qualquer visitante "convidado" em plena rua a comprar vários tipos de produtos.

Mas se todas essas atividades não são legalizadas é pela enorme burocracia exigida da iniciativa privada, como lembra o economista dissidente Óscar Espinosa Chepe, que acredita que os problemas poderiam ser resolvidos através do desenvolvimento de um modelo tributário mais eficaz.

Paradoxalmente, o discurso de Chepe e de outros economistas contrários ao regime parece cada vez mais com o do próprio governo: o comunicado da CTC reconhece hoje que há "mudanças necessárias e inadiáveis a serem introduzidas na economia e na sociedade para transformar e tornar mais eficiente o atual processo de trabalho".

Foi o presidente Raúl Castro que insistiu na necessidade de introduzir mudanças e enxugar o governo inchado, o que acabou sendo feito em excesso com mais de um milhão de pessoas.
O presidente, em discurso realizado no dia 1º de agosto, quis tranqüilizar a sociedade: "Ninguém ficará abandonado a sua própria sorte" porque "o Estado Socialista oferecerá o apoio necessário para uma vida digna".

Na semana passada, o ex-ditador cubano, Fidel Castro, surpreendeu o mundo ao declarar a uma revista americana que o modelo cubano não funciona mais nem para Cuba, e embora tenha explicado dois dias que não se referia ao sistema capitalista, muitos em Havana acham que não havia outra interpretação.

Pelo que foi analisado, Fidel --considerado o "ideólogo" frente ao pragmático Raúl Castro-- dava um respaldo a seu irmão nesta nova readaptação do socialismo cubano cuja última atualização passa por dolorosos eufemismos tão frequentes em outros lugares como os "ajustes de emprego".
.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Carlos Franqui y la fatalidad de la Historia

Esta historia, aun qui sencilla, tiene un significado histórico importante.

Mientras que los países alineados con el movimiento bolivariano tratan de mantenerse en el poder contra sus respectivas constituciones, los seguidores más viejos del castrismo perceben la caída del antiguo régimen. Siempre es bueno tener conciencia de lo que sucede en la isla paraíso.


Elizabeth Burgos



Acaba de fallecer el hombre que ha sido el cerebro mediático del castrismo, Carlos Franqui. Plasmó en una de sus últimas entrevistas, su visión de la fatalidad de la Historia, y divide las revoluciones en tres tiempos. Afirma que Cuba llegó a su tercer periodo, que termina con la autodestrucción.

Carlos Franqui, quien fuera en sus comienzos una pieza clave del aparato mediático del castrismo, falleció a los 89 años de edad en Puerto Rico en donde había fijado residencia, tras haber deambulado por varios países europeos después de haber roto con el régimen y, como tantos cubanos, haber optado por el exilio.

Su desaparición coincide con el momento en que la crisis que atraviesa Cuba da la impresión de estar llegando  a un punto de agotamiento con signos de fase terminal, pues el propio régimen, por su actitud numantina, parecería darle razón a Franqui quien en una entrevista a la revista mexicana Letras Libres (2006) declaró: “que el comunismo en su primera fase acaba con toda oposición; en su segunda fase, se paraliza, y en su tercera fase, se autodestruye”. La ceguera del régimen ante el sufrimiento de una población que está dando signos de agotamiento, aunado a los escándalos de corrupción en el que están involucrado un general de la oligarquía castrista, y chilenos hasta hoy íntimos del Líder Máximo, denotan la existencia de una lucha interna que tiene los signos de la autodestrucción.

La vida de Carlos Franqui simboliza la fatalidad de aquellos que participaron en el advenimiento del castrismo y terminaron en víctimas del mismo. La coincidencia de su desaparición, con el desmoronamiento del mito de la Revolución cubana en el imaginario de quienes hasta hoy habían sido sus cautivos, aparece como el símbolo de un ciclo que se cierra.

Su ruptura formal con el régimen ocurrió al firmar un documento condenando la invasión soviética de Checoslovaquia en 1968, que para sorpresa de muchos, Fidel Castro aprobó. Desde entonces Carlos Franqui se dedicó incansablemente a denunciar la política totalitaria del régimen.

La vida de Franqui es la representación de la tragedia que ha significado el régimen de Castro para millones de Cubanos. Como participante desde sus orígenes del movimiento 26 de julio, fue actor y testigo de los primeros años del castrismo. Fundador de la emisora Radio Rebelde que desde la sierra Maestra hacía escuchar la voz del movimiento armado, constituyó una pieza clave para que Fidel Castro se impusiera sobre el resto de las organizaciones que desde la ciudad también participaban en la lucha contra la dictadura de Batista, que de hecho fue su acción la que en la realidad debilitó a la dictadura.

Tras la toma del poder por Fidel Castro, Carlos Franqui fundó y dirigió el periódico Revolución, y el suplemento Lunes de Revolución, que dirigía Guillermo Cabrera Infante, cuyo propósito era alentar el debate de ideas la crítica y la difusión de las vanguardias literarias. Conciliar la crítica con la dinámica del proceso revolucionario, fue al propósito de ambos. Pronto entró en conflicto con los conservadores y con los antiguos comunistas cuya influencia era cada vez mayor en las filas del nuevo poder. Pero no se pude soslayar que el diario Revolución fue también vocero y defensor de las medidas radicales y de la pena de muerte. En sus  editoriales fustigaba a aquellos que protestaban en el extranjero por las ejecuciones que se estaban llevando a cabo en Cuba, tras juicios sumarísimos de los miembros de la policía de Batista. Pena de muerte que pronto fue aplicada también a quienes cometieran delitos “contrarrevolucionarios”. De igual manera, desde  sus páginas se realizaron las campañas contra los órganos de prensa tradicionales, que concluyó en el cierre de los mismos y en el fin de la libertad de prensa. Luego Franqui se percató de que Fidel Castro permitió al principio de manera táctica algunas iniciativas. La primera víctima fue el suplemento cultural Lunes de Revolución, luego fue el propio periódico Revolución que sufrió el peso de la censura, hasta su clausura.

Caros Franqui, con su talento y su don de gentes, entabló relaciones con la intelectualidad europea. Gracias a él acudieron a la isla los mas connotados intelectuales y artistas europeos. De él fue la idea de invitar a Jean Paul Sartre a Cuba cuyo resultado fue de una rentabilidad incalculable para el prestigio del régimen cubano. Sartre, a su regreso de Francia, conmovido profundamente por su experiencia cubana, quiso darle la mayor difusión a sus impresiones, para ello escogió el popular vespertino France-Soir, de amplio tiraje, en donde publicó  una serie de 16 reportajes que se publicaron del 28 de junio al 16 de julio de 1960. El hecho de que un intelectual de la categoría de Sartre se expresara en las páginas de un cotidiano popular, ya constituía un acontecimiento en sí, además del prestigio mundial  del gozaba en la época, le daba al castrismo una legitimidad incuestionable.

El otro gran éxito de Franqui fue el llevar a La Habana en su integralidad, las obras, más los artistas, del Salón de Mayo (1967); el acontecimiento plástico de mayor relevancia en París en aquella época. Gesto que se oponía a la dictadura del “realismo socialista” que ya en esa época se imponía como política oficial.

El Salón de Mayo fue su último intento de pretender contrarrestar la deriva conservadora y totalitaria desde dentro del sistema.

Carlos Franqui, concluye su entrevista en Letras Libres con estas palabras : “El castrismo es un cáncer que no termina sino con la muerte. Después de que muera, vamos a ver si podemos esta vez enseñarle al mundo todas las cosas terribles que ocurrieron en la isla. Porque el comunismo desapareció, pero se ha propiciado un olvido casi total del desastre y de sus crímenes”.

Desgraciadamente el cáncer crea metástasis, y las del castrismo han alcanzado a Venezuela.

eburgos@orange.fr
.

sábado, 20 de março de 2010

Los manifestantes cubanos invaden la Embajada de Brasil en Miami

Creer en la democracia sin participación popular parece algo que no es aceptable, sin embargo, cuando usted lo necesita los medios de comunicación a la práctica la democracia misma, aquí no es siempre, sin control gubernamental.




Los manifestantes cubanos ocupa el consulado de Brasil en Miami para protestar contra acumplicidade Lula, el régimen cubano en el muerte de lo trabajador negro OrlandoZapata. Miren  a la pelicula  que los televisores en Brasil no se muestran.


Como expertos en seguridad y defensa debe acompañar a estos eventos.

.http://www.youtube.com/watch?v=GlhlKKKXj5Q&feature=player_embedded#
___

GEOMAPS


celulares

ClustMaps