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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Inclusão digital e social


É importante de conhecer, também, este lado da proposta.

Inclusão digital e social




O programa de inclusão digital do governo paulista, o Acessa São Paulo, chegará a 86% dos municípios até o fim deste ano. Em 557 cidades haverá 633 postos com capacidade de 1,6 milhão de atendimentos mensais - um aumento de 63% se comparado a 2007, ano em que o programa começou a se expandir. Desde o início do processo, há dez anos, houve mais de 45,7 milhões de atendimentos para quase 2 milhões de usuários cadastrados.
O programa Acessa São Paulo, coordenado pela Secretaria de Gestão Pública e administrado pela Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp), dispõe nos postos já instalados pelos municípios de 4,7 mil computadores e de 1,1 mil monitores para orientar os usuários e desenvolver projetos de melhoria do atendimento.
Além de contar com salas equipadas com computadores, o programa estimula o desenvolvimento de projetos comunitários com o uso da Tecnologia da Informação, que podem ampliar, por exemplo, o acesso a cursos de informática, cultura, educação, emprego, trabalho e saúde. Também divulga e facilita o uso de serviços do governo eletrônico e promove a formação continuada em novas tecnologias. O programa pretende promover, além da inclusão digital, a inclusão social. Afinal, atualmente, um aluno ou um profissional que não frequenta a web está condenado à exclusão.
Nas unidades, os usuários podem ter acesso gratuito à internet banda larga pelo período de 30 minutos. Esgotado esse tempo, basta pegar nova senha e aguardar a vez. Conforme dados da pesquisa Ponline de 2009, que avalia o perfil do frequentador do Acessa São Paulo, numa amostra de 8.268 cidadãos, a maioria (69%) tem renda familiar de até dois salários mínimos. Em relação ao ano anterior, o número de usuários que não trabalham aumentou de 57% para 64%.
O levantamento mostrou também aumento da frequência de usuários com renda familiar de menos de um salário mínimo - reflexo da expansão do Acessa São Paulo em municípios com índices de desenvolvimento mais baixos.
Nas salas do programa há desde adolescentes até boias-frias, no interior, descobrindo como controlar o mouse. Há gente trabalhando nas salas exclusivas para profissionais, de algumas unidades, e pessoas aprendendo os primeiros passos do Word ou do Excel com os monitores.
Dados do IAB Brasil mostram que a parcela da população classificada como classe C é a que mais cresce na utilização da web. Entre 2008 e 2009, enquanto a participação das classes AB e DE na rede crescia 4%, a da classe C passou para 6% do total de usuários.
Quase 30% dos frequentadores das unidades do Acessa São Paulo têm computador em casa, mas não podem pagar pelo acesso à rede. Para essa parcela, o governo paulista criou, por meio do Decreto 59.921, de outubro passado, o Programa Banda Larga Popular que isenta esse serviço do ICMS.
Pacotes oferecidos pelas operadoras Net e Telefônica custam, no máximo, R$ 29,80 mensais e dão direito a um modem, serviços de instalação e de provedor de internet com velocidades que variam entre 200 Kbps (quatro vezes mais rápida que a velocidade da conexão discada) e 1 Mbps. Os pacotes dão acesso ilimitado à internet, sem restrições de horário ou de volume de tráfego de dados. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios mostram que aproximadamente 2,5 milhões de domicílios podem ser beneficiados pelo Programa Banda Larga Popular.
Além da inclusão digital e social, o acesso à internet banda larga incrementa a atividade econômica, como já foi comprovado pelo Banco Mundial. Os técnicos do Bird têm feito levantamentos sobre as relações, em diversos países, entre o aumento do uso da rede e o incremento do PIB.
O programa paulista pode servir de modelo para outras unidades da Federação e mesmo para municípios que pretendam ter uma política continuada de inclusão digital das parcelas de jovens ou adultos da população. 
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domingo, 23 de maio de 2010

Veja: A internet de 32 milhões de brasileiros

A reportagem que segue no link é emblemática. 
Apenas narra o resultado de um fenômeno que ocorre há alguns anos, notadamente dos últimos sete anos para cá.

De fato houve investimentos no acesso e inclusão digital, contudo há que se questionar os resultados quando comparados aos efeitos práticos.

Neste interregno de sete anos a evasão escolar não diminuiu, inobstante à diminuição da exclusão e acesso a computadores financiados pelo governo federal.

Também houve um substancial aumento de hackers no país.
Os resultados dos exames internacionais em competição, já divulgados em mídia, revelam que mantemo-nos entre as últimas posições. 

Formandos de terceiro grau continuam tendo dificuldades de lograr êxito em exames de ordem ou de conselhos ao longo do país considerando-se, inclusive, o aumento de faculdades e universidades, também objeto de investigação da mídia.

Orkut, games e sites de pornografia lideram o ranking de acesso à internet no país, também já divulgado pela mídia.

O nosso PIB vem aumentando em função, sobretudo, de aumentos e manutenção de juros altos para captação de investimentos do exterior, evento econômico criticado até pelo Vice-Presidente ao longo dos sete anos de governo.

O aumento de concursos com vagas para inclusão no serviço público tem sido, proporcionalmente, muito maior do que a oferta de vagas na economia formal e, no todo, a diminuição do desemprego não apresenta variação positiva significativa na média dos últimos cinco anos.

Agora, lendo-se a reportagem e vendo a figura, também dela, abaixo, onde crianças utilizam-se da internet para jogar games violentos vem a pergunta: Será que investir milhões de reais vai, de fato, melhorar os índices de educação e desenvolvimento? Cético e pragmático eu não acredito, nunca acreditei. Entre a ideologia e a inocência há os números, os fatos.

Enfim, há inocentes úteis em profusão dentre os 80% que aprovam a atual gestão.





sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Brasil é o 7º país com mais computadores: 42,9 milhões

Que bom, aliado a 95% dos lares com televisão, 98% com rádios, jornais nas grandes cidades custando até 30 centavos e com 160 milhões de celulares em uma população próxima a 200 milhões de pessoas não podemos dizer que falta acesso à informação.
Resta saber o que se faz com isso em termos de evoluirmos em cidadania, participarmos mais em termos de atuação objetiva em uma democracia em estado de direito.
o que falta, então, para melhorarmos?




Brasil é o 7º país com mais computadores: 42,9 milhões

16:55 | 11 de Setembro de 2009

Por AE

São Paulo - Levantamento realizado pela consultoria everis, da área de negócios, tecnologia da informação e outsourcing, constatou que o Brasil tem 42,9 milhões de computadores, o que coloca o País em 7º no ranking mundial e em 1º na América Latina. O número corresponde a 3,5% do total global e 45% do total da região. Segundo o estudo, que engloba dados de 50 países, a Ásia é o continente com o maior número de equipamentos, com 504,4 milhões (41%). No final da lista, o continente africano conta com apenas 25,6 milhões de computadores (2,1%).

Segundo a consultoria, no final de 2008 havia 1,231 bilhão de computadores no mundo, e os Estados Unidos eram o país com o maior número de máquinas: 262,5 milhões de unidades, 21,3% do total mundial, enquanto que a América Latina contava com apenas 7,8%.

O estudo revela ainda que, na América Latina, o país que lidera o ranking em número de computadores por habitante é o Chile, com 31,4 para cada 100 pessoas, seguido por Brasil e Uruguai, com 22,1; Argentina, com 20,7; e México, com 19,3. Canadá, Suécia, Holanda e Suíça são os países com mais computadores por pessoa (90 para cada 100 habitantes), enquanto Bolívia, Indonésia, Paquistão, Quênia e Nigéria apresentam apenas 3 computadores para cada 100 pessoas.

http://veja.abril.com.br/agencias/ae/brasil/detail/2009-09-11-526170.shtml



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