Bullying é, como fato, algo antigo em escolas.
Quando era estudande de ginasial no Col Pedro II, no Engenho Novo, no Rio nos idos de 1972, o bullying dava-se no trem, nas viagens do Eng Novo até Nova Iguaçu, na Baixada, quando tentava sobreviver aos ataques dos estudantes do Senai. Eles tinham como mochilas pernas de calças-LEE velhas onde carregavam de tudo, até ferramentas das oficinas e eram sua marca registrada bem como arma. Eles davam muito trabalho aos guardas ferroviários e destruiam o que podiam nos vagões. Eu tentava ficar inteiro. Apanhei muito, também bati, mas a coça era em maior quantidade, ao ponto de ser obrigado a ir de ônibus para a Escola, por jura de morte.
O tempo passou mas os comportamentos juvenis não. Também havia bullying, sem ser ou saber sequer este nome ou tendo esta situação criminalmente tipificada. No colégio, por ser filho de operário e morar na baixada havia uma tentativa de bullying por parte de alunos mais ricos, mas como a turma do subúrbio era maior, e éramos melhores no esporte, havia um certo "moral". Eu tinha como colega de turma e de futebol o Arlindo Cruz, o sambista e como grupo garantíamos a proteção uns dos outros.
Quando estive fazendo um curso em Keesler Air Force Base, em Biloxi, Mississipi USA, em 1996, o "cyber bullying" já era comentado na base, na televisão, rádios, com palestras e workshops. Só que lá as denúncias funcionam. Recordo-me de um caso no início deste ano quando uma adolescente se suicidou, nos EUA, e a mulher e filha que causaram o bullying foram parar no tribunal. Aqui, em nosso país com esta enorme desigualdade de tratamento com base até na Constituição, nem tanto como a reportagem abaixo mostra.
Lanço uma reflexão sobre a questão da diminuição da exclusão digital. Na medida que o acesso se amplie também se ampliará este tipo de comportamento. de difíceis controle e de resolução por parte da família. Talvez fosse necessário se tipificar criminalmente, dependendo das circunstâncias, contudo o problema maior estaria no Estatuto do Menor e do Adolescente. Vai ser um tema que precisa ser encarado de frente, em breve, muito em breve.
Vale a pena ler a reportagem da Veja esta semana.
.