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quarta-feira, 22 de abril de 2020

O ESTRATEGISTA!




O ESTRATEGISTA!

Por Renato Cunha Lima 

Vocês sabiam que a imprensa, sobretudo a Globo, a UOL e até a Folha de São Paulo ajudam todos os dias o Presidente Bolsonaro?  

Não só eles, mas o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal e até o Ministério Público só contribuem para Bolsonaro?  

Vem cá, vocês esqueceram os motivos que levaram um deputado do chamado baixo clero, sem fundo partidário, sem tempo de rádio e televisão a se tornar Presidente da República?  

Vamos relembrar, a eleição de Bolsonaro foi resultante da fadiga de um sistema político corrompido e falido, que por décadas e governos saquearam os cofres públicos e deixaram de legado um país violento, com serviços públicos em colapso e uma dezena  de milhões de brasileiros desempregados.  

Agora, quais as notícias que assistimos na mídia? Derrota do governo no Congresso; Rodrigo Maia critica o Presidente; Alcolumbre ameaça o Presidente; Ministro do STF decide contra o Governo; Governadores repudiam Bolsonaro; Ministério Público Federal aciona contra decisão do Governo.  

Não resta dúvida, portanto, que Bolsonaro vem cumprindo fielmente seu papel de enfrentar o sistema, contra o establishment, sempre que pode e considera oportuno.  

Neste interim nenhum dos demais poderes demonstram à população que mudaram, muito pelo contrário. 

O STF, para começar, derrubou a prisão a partir de condenação em segunda instância, o que resultou na soltura do múltiplo condenado Lula e milhares de presidiários de todo tipo de crime, um festival à impunidade.  

Já o Congresso desvirtuou o pacote anticorrupção do Ministro Sérgio Moro, assim como aprovou um valor exorbitante para o fundo eleitoral, sem falar na tentativa de garfar bilhões do orçamento do executivo para beneficiar parlamentares em suas bases num ano de eleições municipais.  

Bem pregado, todos continuam iguais como sempre, nada mudou no parlamento e no judiciário, somente no executivo onde, finalmente, há um ministério composto por técnicos e ninguém, nem a ferrenha imprensa, conseguiu relatar um só caso de corrupção.  

Por isso manchetes noticiando reuniões do Dias Toffoli, Rodrigo Maia e Alcolumbre para conter o que chamam de "arroubos" do Presidente Bolsonaro, no fundo, revelam a saudade de presidentes que "dialogavam" com cargos, concessões e toda sorte de negociatas, que nos levaram a testemunhar o "mensalão", o "petrolão" e outros tantos escândalos. 

Estão todos ajudando Bolsonaro, é incrível, até quando o Presidente se indispõe publicamente com um dos seus Ministros, todos imediatamente passam a defender o Ministro, o que confirma que a escolha  técnica foi correta.

Vocês não entenderam nada, mas o Bolsonaro escolheu assistir e socorrer o eleitor que antes idolatrava Lula, assim como os autônomos, os pequenos comerciantes e empresários, que são os que mais empregam trabalhadores brasileiros. 

Aprendam uma coisa, ele olhou lá na frente, a pandemia vai passar, com menos mortes que a imprensa alardeava e a classe política faz torcida.

Bolsonaro, ao invés de perder, avançou, ganhou dobrado, pois cada trabalhador demitido vai olhar para o autoritarismo do seu Governador. 

A decisão recente do Ministro Alexandre de Morais proibindo Bolsonaro de derrubar os decretos estaduais é um exemplo claro de que ajudam politicamente o Presidente. 

Desta vez, documentado em decisão judicial que o desemprego, a falência, a fome não é e nem será culpa de Bolsonaro, que, pelo contrário, segue ajudando todos estes com o maior investimento público da história do Brasil. 

Ahhh e as ameaças de impeachment? Tomara que tentem, pois quem cairá não será o Presidente.  Aprendam uma coisa, o Brasil quer e vai mudar!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Comissão de retaliação


JAIR BOLSONARO
O Globo


A propalada Comissão Nacional da Verdade está longe de contar a história que todos queremos, pois nos poucos artigos do projeto aprovado na Câmara escondem-se todos os tentáculos daqueles que, financiados por Cuba, queriam implantar no Brasil a ditadura do proletariado. A acreditar em seus autores, deveríamos, por coerência, ao lado do Cristo Redentor também erguer uma estátua de Fidel Castro como tributo a nossa atual democracia.

As incoerências começam pela competência exclusiva da atual presidente para indicar os sete membros da comissão. Qual a isenção desse "tribunal"?

O organismo, por critérios exclusivos de seus membros, também terá o poder de resguardar o sigilo de todo e qualquer documento que a imprensa e o povo não possam ter acesso. É a censura prévia, explicitada em lei, por quem teme a verdade.

Desborda-se também a Lei da Anistia ao determinar que "é dever dos militares colaborar com a Comissão da Verdade". Se é dever, cabe a pergunta: qual a pena para quem não colaborar? As ameaças de prisão de velhos generais, coronéis e outros militares passam a ser realidade.

Estando na lei, até os velhos regulamentos disciplinares poderão ser aplicados aos militares inativos com sucessivas punições de até 30 dias de prisão, podendo, via Conselhos de Justificação/Superior Tribunal Militar, culminar com perda da patente dos que "ousaram" não atender à convocação da comissão.

Em tese, esse dispositivo contraria até a convenção internacional, da qual o Brasil é seguidor, de que ninguém é obrigado a produzir prova contra si.

O governo não quis discutir a fundo o projeto na Câmara por muitos motivos, entre os quais a sua inconstitucionalidade, principalmente pelo revanchismo explícito de setores que não aceitam a Lei da Anistia, já reconhecida até no STF. Por isso, o texto foi aprovado sem debates.

Os sete homens do governo ainda teriam poder de "determinar a realização de diligência para coleta de documentos e dados", legalizando assim a prática do "pé na porta" em residências de militares para busca e apreensão do que eles imaginam lá existir. A comissão terá mais poderes que as atuais CPIs, e cria um circo ao permitir que se possa convocar, para entrevistas públicas, qualquer pessoa que se entenda guardar relação com os fatos da época. Preocupado em blindar autoridades que compõem o atual governo, o projeto ainda limita as apurações a crimes de tortura, mortes, desaparecimentos forçados e ocultação de cadáveres, não prevendo os praticados pela esquerda, como sequestros, justiçamentos (muito utilizados no Araguaia), latrocínios, carro-bomba e obtenção de recursos de países cujos regimes ditatoriais persistem até hoje. Essas pessoas que demonstram tanta preocupação com os direitos humanos no passado não têm o mínimo interesse em apurar o sequestro, tortura e execução do prefeito Celso Daniel em 2002, talvez o último justiçamento motivado pela causa marxista - o Poder.

O projeto joga os militares no covil das hienas, reabrindo feridas e atingindo diretamente a hierarquia e a disciplina castrense na medida em que os comandantes militares, com o silêncio que lhes é imposto, permitem que um ex-guerrilheiro, assessor especial do ministro da Defesa, fale por eles.
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