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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

A guerra e a banalização do preço do livro

Um dos pontos que mais prejudicam a difusão da cultura e informação no país é abordado no artigo abaixo que nos remete a uma importante reflexão e cobrança do Estado. 
Afinal o livreiro é um ator fundamental na cultura de qualquer sociedade.


A guerra e a banalização do preço do livro 
EDNILSON XAVIER
O GLOBO 

Há 35 anos, a Associação Nacional de Livrarias trabalha na busca de alternativas que permitam a subsistência do pequeno e médio livreiro em nosso país. No entanto, apostar nesse cenário não parece ser mais um negócio tão animador.

Infelizmente, nos dias atuais, este livreiro tornou-se meramente uma vitrine de luxo, para os principais lançamentos editoriais. O mercado encontra-se concentrado e apenas as grandes superfícies são beneficiadas - algumas, inclusive, nada têm a ver com livros e entraram nessa batalha para fisgar o consumidor - e as livrarias independentes são excluídas desse cenário, restando a elas somente o papel de "divulgadoras". Não somos contrários a que o leitor compre pelo menor preço, mas sim contra a guerra e banalização do preço do livro que se estabeleceu em nosso mercado.

Por mais que se esforcem para minimizar as despesas e maximizar suas receitas, já não se enxergam grandes vantagens em trabalhar com livros neste cenário. Essa é uma das razões por que muitas das livrarias acabam optando por outros produtos para sobreviver. Elas, que poderiam contribuir como agentes, para melhorar nossos sofríveis índices de leitura, estão cada vez mais encontrando dificuldades em se manterem ativas, principalmente fora dos grandes centros.

Alguns pontos desta cadeia do livro e da leitura necessitam de debates imediatos, para que de alguma forma consigamos reverter este cenário. Enquanto dois terços dos municípios brasileiros não dispõem de nenhum ponto de venda de livros, o mercado apresenta um número crescente de títulos, indicando uma concentração cada vez mais significativa na comercialização de livro. Será que somente grandes centros têm direito ao acesso ao livro e à leitura? A quem favorece esta concentração do mercado? Este formato permite, de fato, o acesso ao livro e à leitura, para nos tornarmos uma nação de leitores?

Não temos dúvida de que esta concentração varejista ameaça a liberdade de expressão, a criação e fruição da leitura, causando o fechamento de pequenas e médias livrarias, prejudicando a geração de emprego, o empreendedorismo e a própria arrecadação de receita aos cofres públicos.

Precisamos de um pacto nacional que garanta a distribuição mais igualitária até os mais longínquos pontos de vendas de nosso país; que alinhe o papel de cada um na cadeia do livro, com o reconhecimento de que a presença de livrarias, neste cenário, pode contribuir para formação de leitores.

Necessitamos de uma política de estado que reconheça esse papel social da livraria como difusora do conhecimento, garantindo a bibliodiversidade, extinguindo este comportamento antiético, ilegal e predatório de algumas editoras, danoso à saúde de todo o segmento do livro.

A sobrevivência do livro (físico e digital) como plataforma de conhecimento depende da sobrevivência das livrarias como elo fundamental entre a cadeia do livro: autores, editoras, gráficas, distribuidoras e leitores - razão de ser deste esforço civilizatório.
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Leitura para ajudar a entender a tendência ao Estadismo

Amigos, a propósito do assunto de o Estado controlando a Economia e o desenvolvimento, sugiro alguns ótimos livros onde mostra-se, ou sugere-se, a essência, a raiz deste nosso lamentável costume. Se quisermos avançar para o primeiro mundo precisamos saber viver e trabalhar com as regras do Mercado.
A China será o exemplo mais falado para se justificar tal intervenção, contudo estamos muito longe daquele modelo onde, fundamentalmente, o desenvolvimento se dá por intermédio do coletivo e de sacrifícios para nossa idiossincrasia "impensáveis".
Sugiro esta ordem de leitura.
O primeiro é um jornalista, o segundo é um brazilianista americano que sabe escrever tanto para o público normal como para o meio acadêmico (americano, é bom que se ressalte) e o último é economista e historiador, o que sugere uma maior densidade no texto, mas ainda assim fascinante.


1808
Laurentino Gomes
http://www.fnac.com.br/1808-FNAC,,livro-438225-3154.html

Uma História do Brasil
Skidmore, Thomas E.
http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/produto.dll/detalhe?pro_id=418512&ID=BD76C9C57D90A160C0D1E1138

A Nacao Mercantilista - Ensaio Sobre o Brasil
Caldeira, Jorge
http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/produto.dll/detalhe?pro_id=430030&ID=BD76C9C57D90A160C0D1E1138

Maua - Empresario do Imperio
Caldeira, Jorge
http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/produto.dll/detalhe?pro_id=343929&ID=BD76C9C57D90A160C0D1E1138

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