domingo, 10 de janeiro de 2010

Sem ferrovias, rodovias, hidrovias e portos

Bem, já passamos o período de festas, as propagandas para carnaval enchem todos os espaços, notícias sobre campeonatos já nos jornais e blogs e novamente discussão sobre temas fundamentais nem de perto.
Assim está nossa mídia, televisiva e via web.
Nosso presidente assevera que seremos a quinta economia em 2015, daqui a cinco anos.
A facilidade de crédito gerou uma enorme procura e compra de eletrodomésticos e aparelhos de alto consumo de energia elétrica. 
Os deslizamentos de terra já denunciam problemas antigos na infra-estrutura de saneamento e de estradas, sem falar nos escandalosos erros de planos diretores de cidades.
Enfim, teremos apagões iminentes não por implicância ideológica, mas por simples raciocínio matemático.
E nós...cochilando!!
A ex-deputada e jornalista coloca o tema de forma muito informativa criticando e revendo todos os setores.
Vale a leitura.



Sem ferrovias, rodovias, hidrovias e portos


Sandra Cavalcanti

Este é o Brasil de Lula, hoje. Mas tem mais: sem garantia de energia! Já entramos na crise de fornecimento de gás natural. Os preços vão disparar. O fantasma da inflação volta e, daqui a pouco, a crise atinge o abastecimento geral. Mais adiante, na crise de escoamento de safras e de produção industrial, começa outro ciclo de dificuldades. Por que tudo isso?

Muito simples. A estradas estão em petição de miséria. As ferrovias praticamente não existem. Os portos continuam reféns das Docas politizadas. E as aerovias, pior ainda, submetidas à politicagem do aparelhamento petista.

Lula se queixa sempre de uma herança maldita. Sempre se refere a ela quando compara o seu governo com o anterior. No entanto, na realidade, todo o seu proclamado êxito se deve, exatamente, ao cumprimento de todo o planejamento econômico herdado de Fernando Henrique Cardoso. A herança maldita é outra: Lula manteve todos os fracassos de Fernando Henrique nas áreas de transportes e de energia.

Infelizmente, os tucanos, que foram um sucesso na área das comunicações, foram um desastre na área de rodovias, aerovias, portos, ferrovias e energia. Essa, sim, foi uma herança maldita. O governo dos tucanos, que no primeiro mandato de Fernando Henrique teve a coragem de privatizar o sistema de telefonia, não teve o mesmo desempenho nas outras áreas. A duras penas, muito constrangidos, "permitiram" que Angra-2 fosse terminada... Mas não tiveram peito para aproveitar o que já estava pronto e acabar Angra-3. A situação do Sudeste, hoje, seria bem outra, se essa usina já estivesse operando. Os prejuízos e inseguranças seriam bem menores. Mas a turma da USP não gosta da idéia...

Quanto às rodovias, o desastre foi completo. Entregar ao PMDB a questão das rodovias foi o mesmo que colocar a raposa para cuidar do galinheiro. Morre-se hoje nas estradas federais mais do que na guerra do Iraque!

Ouvimos falar em melhorar as condições das estradas federais em Minas Gerais. Mas hoje quem é que se aventura a utilizá-las? Estão um horror. A Operação Tapa-Buracos foi um desacato aos cidadãos brasileiros. Merecia cadeia, se este país fosse sério! E o trecho da Régis Bittencourt (BR-116) entre São Paulo e Curitiba? Alguém conhece vergonha maior? Isso sem falar nas estradas do Centro-Oeste e nas da Região Amazônica. Por que não privatizá-las? Por que elas não podem ficar civilizadas como as do Estado de São Paulo ou como as do Estado do Rio de Janeiro?

Verbas públicas. Licitações desonestas. Emendas demagógicas nos orçamentos. Material ordinário. Desvios de recursos. Caixa 2 para campanhas políticas. Esta é a questão fundamental: as estradas são os maiores ralos de nossos orçamentos! Lula não mudou nada. Só trocou os personagens.

E as ferrovias? Como pode um país continental como o nosso prescindir de transporte ferroviário? E os portos? Como pode um país com o litoral e com a malha fluvial de que dispomos abrir mão de transporte marítimo? Também sob este ponto de vista, a herança de Fernando Henrique Cardoso foi negativa. Mas Lula a manteve. O País continua carregando seus produtos em carretas, que cada dia mais se encarregam de estragar o piso das pobres rodovias e trazer perigo para os seus usuários...

As Docas, nos portos, continuam sendo massa de manobra política. Já eram e continuam sendo. São um viveiro de cargos para os companheiros dos sindicatos e das legendas da famosa base partidária. Por isso os custos dos nossos produtos de exportação não baixam e a competitividade sofre.

Quanto ao transporte aeroviário, o descalabro vem de longe. FHC manteve-o e Lula continuou. A Infraero é um modelo exemplar do que não deve ser feito. Reduto de cargos para militares em fim de carreira e base para políticos espertos fazerem grandes negócios.

As agências reguladoras, que poderiam ter sido um instrumento de progresso, no governo Lula foram esvaziadas. Elas não combinam com a mentalidade estatal, centralizadora, que está na base da atuação petista. Ao contrário, todas elas estão sendo devidamente desmoralizadas, num movimento sutil e eficiente, orientado pelo grupo mais ideológico do Planalto.

Se o País crescer, vai ser um problema danado! Não teremos energia elétrica para garantir a expansão de nosso parque industrial. E se, apesar disso, ele se expandir, não teremos estradas para lhe dar escoamento. Se a agricultura aumentar a sua capacidade, não teremos como armazenar a produção. Nem como escoá-la pelos portos, se as Docas continuarem como estão. E se as ferrovias não tiverem condições de operar, vai ser difícil transportar o excelente resultado de nossa agroindústria.

Ou seja, como gosta de dizer o presidente Lula, é óbvio que estaremos obstruídos dentro de nosso território, graças à total incompetência administrativa dos atuais dirigentes. Estaremos paralisados, entalados, atolados e travados. Quando faltar energia, Angra não estará pronta. E ela é a mais rápida de todas as soluções... Quando faltarem estradas de ferro, as safras vão ser sacrificadas. Quando as estradas estiverem sob as chuvas, ninguém andará nelas... E quando os portos ficarem totalmente entupidos, ninguém vai exportar ou importar...

Essa, sim, é uma herança maldita. Que começou com o ditador Getúlio Vargas e continua até hoje. Aquele anúncio engraçado que diz "o mundo gira e a Lusitana roda" pode ser lido agora de outra maneira: o mundo cresce o lulismo trava!

Sandra Cavalcanti, professora, jornalista, foi deputada federal constituinte, secretária
de Serviços Sociais no governo Carlos Lacerda, fundou e presidiu o BNH no governo
Castelo Branco
E-mail: sandra_c@ig.com.br

Outra vez Chavez

Bem, de acordo com um respeitado professor com quem tive a honra de conversar há poucos dias, a sociedade brasileira está "aparvalhada".
Tudo é falar de política e é cansativo. Vem-se logo a frase: "Há, mas está tudo errado e o povo precisa pensar em coisas alegres!!"
Concordo em parte.
Pouco se discutiu a entrada da Venezuela no Mercosul, ou melhor, a entrada de Chavez no Mercosul.
Um mercado criado com a concepção básica de haver fronteiras terrestres compartilhadas entre si, de fácil trânsito, tal associação tem o objetivo de integração.
Agora imagine o amigo que é destacado para trabalhar em uma empresa cuja base de atuação se dá de acordo com o elenco jurídico do bloco mercantil. Aí depara-se lá com uma invasão do Exército levando vc preso por trabalhar em uma empresa ou mercado que especula. E aí? Nosso presidente que insistiu na entrada de Chavez no Mercosul irá lhe ajudar?
Procurem, também, saber sobre a situação econômica da Argentina e avaliem o tipo de vizinhança que nossa diplomacia está incentivando.
Bem, a notícia abaixo já dá uma boa noção do que poderemos esperar nos próximos anos.

Chávez ameaça comércio por aumento de preços

A China vista de fora

Amigos achei interessante o post de minha irmã Dária em visita a um recente artigo que repassei.


Convivi em Washington, com muitos chineses. O bairro onde morava era um condomínio-bairro construído por eles e a expressiva quantidade de moradores e comerciantes era sino-decendentes. Conversava com muitos deles diariamente, nas ruas, no metro, nas lojas bem como com indianos, paquistaneses e outros de países asiáticos.


A impressão que minha irmã dá é, de fato, a  mesma que tive acrescida de uns detalhes: O trabalho para eles é parte de suas vidas, eles trabalham até em feriados e sempre felizes. Eles têm um enorme respeito pela reverência: Os mais velhos, independentemente de faixa social ou posição laboral, são ouvidos e respeitados. Eles têm uma enorme preocupação com o coletivo, o viver em coletividade, aliás, foi com eles que passei a perceber esta dimensão e, por fim, eles têm um enorme respeito à símbolos e simbologia, homilias, enfim, tudo o que represente uma dimensão de comportamento coletivo ou que lhes remeta à sua sociedade original.


Antigamente, em minha juventude, tentava-se copiar o "american way of life". O que vi lá são americanos tentando se adequar ao "China's way of living."


Eu não tenho dúvidas, apesar de não acreditar que eles venham a ultrapassar a economia americana nos próximos 30 anos, tenho absoluta certeza de que eles serão o exemplo a ser seguido neste interregno.


Bem, pode-se entender se chegaremos ao primeiro mundo pensando e se comportando da maneira como fazemos.

De Dária...
"...Em particular o assunto "China" me chama muito a atençao pois estou vivendo isso em intensidade aqui na Italia.
E vao continuar crescendo.
Tem uma coisa em particular no chines que acho que ele ganha muito no mercado.
Eu o chamaria de " Mineiros do Planeta ". Eles trabalham quietos. Sao humildes. Se diferenciam no mercado por causa disso tambem.
Essa humildade esta desbancando um pouco o orgulho ocidental e mesmo aqui no mercado europeu.
Tenho que admitir que as coisas que sao fabricadas em massa por eles, ainda deixam a desejar, mas a crise esta obrigando ao povo europeu "engolir" o "made in china", meio a contra-gosto, mas...è assim que somos nao è?
A atitude aparentemente servil do chines esta obrigando os europeus a reverem atitudes e pensamentos...."

sábado, 9 de janeiro de 2010

Os humores nacionais - Cláudio Lembo

Não vejo, de fato, problema em qualquer candidato que vier a ser presidente, o problema está no nosso povo. Fala-se da democracia consolidada, discordo. o voto é compulsório além de várias outras características da vida pública e econômica dentre elas decisões tomadas pelo Executivo sem a consulta popular propalada no fim da campanha inicial onde o governo seria o de consenso e dabate com a sociedade. A rigor, não vivemos democracia, além do direito ao voto. O brasileiro vota, delega suas responsabilidades aos que ele elege e torna-se ausente e abúlico à participação compulsória de todos os eventos nacionais. Democracia dá trabalho e o cidadão não quer ter este trabalho. o procurador e o despachante são os heróis nacionais de uma sociedade que não quer se envolver além de votar e depois vem com propagandas cretinas de moscas no ouvido, ciclotimia etc e tal. O governo se faz com a sociedade, 26 governadores, 5640 prefeitos e todas as demais instituições sociais. Um presidente só não transforma nem projeta um país além da imagem midiática. Temos que deixar de ser simplórios, isto sim é o que somos quando tornamos o desenvolvimento de um país adstrito aos humores de uma pessoa só. Bobagem pura, estupidez, aliás.


Lula e os humores nacionais
Cláudio Lembo
http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=8&i=5801

Império e bases colombianas - Emiliano José

O que a sociedade pode esperar de pessoas de idade é prudência e sabedoria. 
O que se espera de um veículo de comunicação midiático, com ampla penetração na sociedade é informação fidedigna que auxiliem os leitores a ler sobre um fenômeno ou fato social e, a partir de então, refletir, discutir e chegar a uma base mínima de formação de conhecimento.
O artigo e o articulista abaixo erraram feio nas duas únicas chances que tiveram e agora, a edição impressa terá, para todo o sempre, um elenco de bobagens registradas.
O idoso repórter nos dá a impressão de que, em pleno governo Obama, os americanos, a partir das bases na Colômbia, estarão prontos para invadir qualquer país na América do Sul de forma repentina.
Fico impressionado pelo fato da citada revista, que já foi o semanário mais caro, permitir tantos equívocos escritos de forma pouco substanciada.
Pela foto e pose do articulista tem-se a impressão, a partir de sua fisionomia curcunspecta, de que ele sabe, profundamente sobre o que está falando...ledo engano!!
Enfim, fica meu registro.



Império e bases colombianas
Emiliano José
Carta Capital
http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=5788

J.R. Guzzo e a decisão sobre os caças

Este artigo merece ser guardado na íntegra.
Uma pessoa não especializada no assunto acaba tendo uma visão transmitida de forma simples e clara.
Se todos os demais entendessem assim, melhor seria para todos.


Quem manda de verdade não precisa ficar dizendo isso

9 de janeiro de 2010
Por J.R. Guzzo
Qualquer manual de instruções sobre o bom exercício da chefia, mesmo os que não são lá nenhuma obra-prima, traz sempre uma regra clara. Toda vez que o chefe diz "aqui quem manda sou eu", cuidado - é sinal de que alguma coisa está errada, para ele, para os subordinados ou para ambos. Quem manda de verdade não precisa ficar dizendo isso; se diz, é porque acha que não está mandando como gostaria, ou, pior ainda, é porque os outros não acreditam que mande mesmo, a começar pelos que deveriam obedecer a suas ordens. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nestes últimos tempos, está começando a falar muito que quem manda é ele. Por que será? Aconteceu mais uma vez na semana passada, agora em relação a essa esquisita história dos 36 jatos que o Brasil quer comprar, mas parece não estar conseguindo, para renovar a frota de caças da Força Aérea Brasileira.
Concorrem como vendedores três modelos, um americano, um sueco e um francês; o governo não quer o americano porque é americano, e não quer o sueco porque está querendo mesmo o francês. Trata-se do modelo mais caro, com o menor alcance e a característica de não ter sido comprado até agora por nenhum país, salvo a própria França. Nada disso, assegura o governo brasileiro, tem nenhuma importância; há outras questões a considerar, complicadas demais para o entendimento dos leigos que pagarão essa conta, sendo a principal delas a formação de uma "parceria estratégica" com a França. Só Deus sabe o que seria essa "parceria estratégica" na vida real - espera-se que seja coisa boa, pois se for coisa ruim não vai dar para consertar mais tarde, quando os aviões estiverem comprados e pagos. Em todo caso, Lula e os cérebros internacionais do governo estão convencidos de que a compra do avião francês é fundamental para os seus projetos de reorganização geopolítica do planeta. O diabo é que a Aeronáutica brasileira, a quem cabe voar com os jatos, preparou um relatório técnico no qual fica claro, conforme antecipou a coluna Radar na última edição de VEJA, que o modelo com mais vantagens é o sueco. Pronto: o presidente ficou bravo, partiu para um "aqui quem manda sou eu" e avisou que a FAB vai comprar, no fim das contas, o modelo que ele achar melhor.
Eis aí, é claro, o tumulto formado. "Essa visão da Aeronáutica é equivocada e parcial", disse o deputado e líder petista José Genoino, recém-saído do purgatório para onde fora enviado pelas desventuras do homem-cueca, personagem inesquecível do mensalão. "Não se pode comprar equipamento militar como se fosse um objeto de prateleira num shopping." É um alívio para todos, realmente, receber essa informação do deputado; os brasileiros podem, a partir de agora, ficar sossegados, pois ele nos garante que ninguém do governo, ou da FAB, vai entrar numa loja das Casas Bahia e sair de lá com 36 jatos supersônicos no carrinho de compras. Muito justo, mas, se a Aeronáutica não tem condições de entender os altos propósitos estratégicos do país, nem de tomar uma decisão sobre os caças que deve utilizar em sua própria frota, por que, então, pedir a sua opinião sobre o assunto? Para que perder tempo, fazer viagens de estudo, gastar dinheiro e escrever relatórios se o presidente da República já resolveu que modelo o Brasil vai comprar? É como se os oficiais envolvidos no processo tivessem recebido a seguinte instrução: aprovem o modelo que quiserem, desde que seja o francês.
Quando resolveu fechar esse negócio do seu jeito, e de nenhum outro, o presidente Lula bem que poderia ter ficado quieto, dado as ordens que caberia dar e anunciado, um belo dia, que a compra estava feita. Em vez disso, saiu falando em público de suas preferências, deixou promessas no ar e agora tem de escolher entre dois males: ou desautoriza a força aérea que comanda ou não cumpre o que prometeu aos franceses ou deu a entender que estava prometendo. A situação não melhora em nada, é claro, quando se considera a tenebrosa reputação que o governo vem construindo sempre que se dispõe a comprar alguma coisa e pagar por ela; conforme demonstrado na mesma VEJA da semana passada, o metro cúbico pago numa obra federal tem a mania de custar o dobro, o triplo ou muito mais do que custa pelos preços correntes no mercado, seja em fundações, drenagem de areia ou tubos de aço-carbono. Para quebrar essa escrita, uma transação de impacto mundial como a dos jatos da FAB deveria estar sendo feita com a maior exposição possível à luz do sol. É o contrário, justamente, do que se vê.

China passa os EUA e se torna maior mercado de automóveis do mundo

A leitura da notícia abaixo (íntegra no link) demonstra um aspecto importante, principalmente comparado às questões de preservação de meio-ambiente.
O mercado chinês vem se crescendo nos últimos quinze anos e mais de 800 milhões de chineses estarão evoluindo economicamente prontos para comprarem carros, comerem carnes, comprarem eletrodomésticos, vestuário mais sofisticado e uma colossal demanda de energia elétrica.


Observa-se, também, que muitos dos países que quiseram ficar bem na foto em Copenhague são exportadores de automóveis para a China. Indústria automobilística emprega em grande volume e arrecada mais que a de construção civil. De onde se infere que muito do que se falou e se acusou lá é pura demagogia, pois se a China parar de consumir para preservar o meio-ambiente, os países defensores deste ficarão sem vender para o mercado chinês.


Vale a pena acompanhar tais notícias.


China passa os EUA e se torna maior mercado de automóveis do mundo
da Efe, em Pequim
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u676840.shtml


Em 2009 foram vendidos na China 13,5 milhões de automóveis, um aumento de 44% em relação a 2008, o que transformou o país asiático no maior mercado mundial de veículos, superando pela primeira vez os Estados Unidos, destacou hoje o diário oficial "China Daily".


O mercado chinês de automóveis foi um dos beneficiados pelo plano de estímulo de Pequim para fomentar a demanda interna e compensar assim a queda das exportações, com subsídios à compra de carros menos poluentes e ajuda a camponeses para adquirir veículos.


O governo chinês confirmou em dezembro que continuará as políticas de estímulo ao consumo no setor automobilístico em 2010, por isso espera-se que a liderança na indústria mundial continue.


Do auge do automóvel na China se beneficiaram muitas marcas multinacionais, incluídas algumas com problemas em outros mercados, como a General Motors, que aumentou suas vendas na China em 66,9% em 2009, com mais de 1,82 milhões de veículos vendidos.


O mercado chinês do automóvel, por outro lado, segue tendo um imenso potencial de crescimento, já que o país tem só 35 veículos por cada 1.000 pessoas, enquanto nos países desenvolvidos esse número passa de 400 e, nos Estados Unidos (país com mais densidade de veículos por habitantes) chega a 800.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Descascando a Bala - Paulinho da Viola



 
 Parece um detalhe minúsculo diante da grandiosidade do fato histórico que acabamos de presenciar, mas eu começo meu texto falando em quem? Nele, no Presidente Lula. Para ressaltar o que acho ser o vale profundo que separa nossos países.

  Lula descasca uma bala, Obama a desembrulha. Lula joga o papel no chão e acha isso perfeitamente natural; insiste que no mundo todo isso nem seria notado. Obama, caso aceitasse comer uma bala durante solenidade oficial, poria o papel no bolso até poder jogá-lo numa lixeira. É um detalhe? É, mas daqueles fundamentais, como o sorriso da Mona Lisa: em toda a tela de da Vinci, quanta beleza, quanto talento, quantos simbolismos. Mas o que mais chama atenção? O   pequeno detalhe do sorriso.

  Obama foi eleito presidente dos EUA e não do mundo. Seu interesse primeiro é seu país e o povo americano. Problemas internos, muito sérios, não lhe vão faltar. Mas, pela primeira vez na história daquele país, foi eleito um homem mestiço, filho de um queniano e de uma jovem do Kansas, que passou parte da infância entre o Havaí e a Indonésia, teve oportunidade de conviver com crianças e jovens de  outras nacionalidades, de conhecer outras religiões e filosofias, e que por mérito e esforço próprios cursou boas universidades na Costa Leste. Isso o diferencia de todos os outros presidentes americanos..

  Sobretudo o diferencia de George W. Bush, rapaz muito rico, mas que até ser presidente da República nunca tinha ido além do México. E assim mesmo porque era muito perto de sua casa, talvez até considerasse aquele país a continuação de seu quintal.

  A eleição foi uma festa, uma linda festa que congregou, e aí está sua maior beleza, a grande maioria dos americanos e não somente os brancos, anglo-saxões e protestantes. Os EUA celebraram aquilo que já deveria ter sido celebrado desde o fim da Guerra Civil, desde que imigrantes começaram a desembarcar de navios abarrotados de gente no porto de Nova York. Finalmente ouviram a voz da Estátua da Liberdade e responderam aos agourentos que achavam aquela grande nação à beira do desaparecimento. Como disse o presidente-eleito na noite de sua vitória: "Foi a resposta dada pelos jovens e velhos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, latinos, asiáticos, índios, homos, heteros, inválidos e não inválidos - somos e sempre seremos, os Estados Unidos da América".

  Barack Obama viu mais longe que os outros; não podemos desmerecer a luta e o sacrifício pessoal de Lincoln, de Martin Luther King, de Rosa Parks, dos meninos de Little Rock. Mas Obama viu que o que uniria o país era a força de seu "melting pot" em potencial, e não o ódio, não a vingança, não o punho cerrado, mas o abraço.

  Pode ser que ele não consiga realizar o sonho das multidões que vibravam e choravam na noite de 4 para 5 de novembro. Seja como for, ele abriu a porta, derrubou barreiras, rasgou a picada, deu os primeiros passos. Torcida não lhe vai faltar.

  Enquanto isso, no Brasil, o Chefe da Nação não diz duas palavras sem atiçar o fogo, sem jogar brancos contra negros, pobres contra ricos, instruídos contra iletrados, nordestinos contra sulistas, partidos contra partidos, povo contra a Imprensa, todos contra todos. Não fala, grita, berra. Esfalfado, ouve os uivos da platéia, acha que está sendo adorado, e parte para outro palanque.


  Criou um Ministério da Integração Racial que é tudo que nós menos precisamos. Seu titular teve a idéia de criar a Delegacia do Negro!
  Se um negro é assaltado, ele vai procurar a delegacia dele, não uma delegacia qualquer... Breve, delegacias para japoneses, coreanos, chineses... e o nome disso é Integração Racial.

  "Espero que Obama (...) não vá gastar um ano sem resolver imediatamente a crise. Agora a crise pode ser debitada ao atual governo, mas um ano depois de ele tomar posse é dele também", disse Lula. Quer dizer, o Obama não pode apelar para a herança maldita do Bush! E ainda: "Acho que ele é suficientemente inteligente para tomar as medidas para evitar que a crise continue".

  Pode deixar, Lula, Obama é brilhante. Peça ao Amorim para ler consigo o site que ele inaugurou logo no dia 5, Change.gov. Vá direto à política externa. É de chorar de emoção. Depois, leia todo o site e aprenda como se faz política respeitando o povo, o eleitor, o cidadão. O dado concreto, Lula, é que Change. gov é extraordinário!

  As coisas estão no mundo, só que eu preciso aprender!

   Paulinho da Viola 

Liderança possível - Rudolph Giuliani

Sugiro a leitura de seu livro: O líder, escrito no aftermath do 11 de setembro.
Ele narra como foi sua difícil missão de soerguer a auto-confiança do novaiorquino.
Segue trechos do artigo com ele publicado na HSM.
Este é sempre um bom tema para leitura.


http://br.hsmglobal.com/notas/55644-rudolph-giuliani---liderança-possivel

Leia - “Leia muito, sobre tudo o que você tiver interesse. Não deixe que os outros façam análises por você. Leia, conheça, aprenda e faça-as você mesmo. Isso cria a sua base de conhecimento, que será só sua”

Ouça – “Preste atenção no que os outros dizem, pergunte a pessoas que são consideradas especialistas. Não há elogio maior do que receber uma questão por ser tomado como um expert no assunto. Certamente todos adorarão responder. Bons ouvintes são bons aprendizes. Quem fala demais só repete o que ouve por aí”

Debata – “É assim que tomo minhas decisões, sempre gerei debate. Ouça os dois lados antes de decidir, crie tensão propositadamente. Assim você prevê alguns erros que podem ocorrer e pode minimizá-los”.
Escreva – “Anote sempre. Quando você anota, registra melhor e o processo de se concentrar para fazer um esforço físico é muito útil. Quando vou discursar, escrevo algumas coisas no papel, caso precise ler, mas sempre acabo não lendo. É que já registrei e decorei só de escrever. Antes de uma decisão importante, sempre coloque no papel todos os prós e os contras de cada atitude. Ajuda a sintetizar e pensar melhor.”
Pense – “Mas pense de fato. Quando eu era criança e não conseguia resolver um problema ou lição do colégio, minha mãe dizia para eu rever a matéria uma vez e ir dormir, que no dia seguinte eu resolveria. Parece incrível, mas desde então as soluções que preciso aparecem quando estou no banho. Se dê tempo para pensar, nunca faça nada pressionado. Eu resisto sempre quando tentam tirar minha capacidade de decisão.” "

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Sobre a Vírgula

Contribuição do grande amigo Cléber Florenço

 

Campanha dos 100 anos da ABI
(Associação Brasileira de Imprensa).


Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere..

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.


Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!


Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.



Detalhes Adicionais:


SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.


* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER...

* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM...

GEOMAPS


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