segunda-feira, 8 de junho de 2020

Um texto lúcido e coerente.







O texto abaixo não é meu, é de um especialista em inteligência corporativa que não quer se identificar. Contudo achei muito pertinente dar voz a tanta lucidez e coerência em tão poucas linhas.





"A maioria de vcs já conseguiu ligar alguns pontos e percebeu que há uma correlação sobre o que está ocorrendo nos EUA e o que está ocorrendo no Brasil, certo? Articulados que são, vcs observaram que foi nos EUA e no BR que o Corona deflagrou uma crise política desgraçada, onde os interesses particulares dos mais diversos grupos políticos se sobrepuseram ao legítimo objetivo de cuidar da saúde das pessoas.
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Nesse contexto, vcs notaram que, tanto lá qto cá, os presidentes entraram em um embate ferrenho com alguns governadores (na imensa maioria, da oposição) no que diz respeito às medidas que deveriam ser adotadas no combate à pandemia. Notaram, tb, que os estados governados pela oposição foram os que adotaram as medidas mais restritivas de isolamento e que, “coincidentemente”, enfrentaram o pior quadro no que diz respeito à doença. 
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Bom, outra coisa que não passou em branco para vcs é que, ao que parece, a epidemia “passou” ao mesmo tempo em ambos os países. Pelo menos, não tem mais a hegemonia dos holofotes da mídia. Tanto lá qto cá, a questão agora são os tais protestos. Lá o mote é o racismo e aqui, predominantemente, a tal “luta pela democracia”, embora sejamos tão “copiões” que estamos importando tb a pauta do racismo, mesmo que de forma secundária. 
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Vcs, sempre atentos aos detalhes, não tiveram dificuldade de perceber que o tal movimento intitulado “Antifa” está agindo lá e aqui. Vcs não sabem se o nome Antifa foi apenas copiado por aqui ou se se trata da mesma organização mundial, mas, mesmo sem saber isso, não puderam deixar de reparar que é o mesmo nome.
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Pois bem. Mas pq isso? Pq essa correlação?
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Em primeiro lugar, há uma disputa ferrenha, nos dois países, sobre quem vai governa-los. Mas, engana-se vc se acha que a questão se restringe à pessoa do Trump e à pessoa do Bolsonaro. 
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Tentam, de toda a forma, fazer vc acreditar que a oposição a essas pessoas é pq elas são toscas, desumanas, não articuladas, racistas, homofóbicas e afins. Alguns de vcs ainda caem nesse conto da carochinha. Outros já perceberam que a questão vai muito além da pessoa e diz respeito à forma de governar, em especial à visão desses governantes em relação à dicotomia globalismo x soberania. 
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Em ambos os casos, o povo escolheu um governo que privilegia a soberania e autodeterminação dos povos, em detrimento às políticas globalistas supraestatais que vêm ganhando espaço em todo o mundo. Se vc quiser, nesse momento, parar de ler por achar que estamos entrando no campo da “Teoria da Conspiração”, pare de ler. O problema é só seu. 
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Não vou entrar aqui nos detalhes de tudo que vem acontecendo. Vou focar, apenas, na similaridade dos cenários – brasileiro e americano.
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Voltando ao assunto, tanto nos EUA qto no BR, temos governos eleitos que não acreditam que o melhor seja seguir ordens de organismos internacionais, sem legitimidade de representação e que ditam regras que afetam diretamente a vida das pessoas.
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Apenas para ilustrar, foquemos, porque aqui é o que mais interessa, na OMS. A OMS, a quem muita gente recorreu para justificar sua visão “científica” e de boas práticas qto ao combate do vírus, só fez lambança desde o começo. Em primeiro lugar, demorou uma eternidade para identificar que o vírus podia ser transmitido de humano para humano. Segundo, demorou uma eternidade para decretar alerta de pandemia (vale dizer que o Brasil identificou esse risco um mês antes da OMS). Terceiro, recomendou quarentena e depois voltou atrás. E quarto, hora reconhece a pertinência do uso da Cloroquina, hora não. 
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Disso tudo aí em cima, já deu pra notar que não é pq a OMS diz algo que isso está correto. Na verdade, pelo que se percebeu, costuma ser o contrário, o que só demonstra que a organização é pautada, exclusivamente, por interesses políticos dos mais diversos, ou, na melhor das hipóteses, é composta por gente completamente incompetente. Talvez os dois. 
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Voltando ao cerne, por conta desses impropérios e por não concordar com os interesses que movem esses organismos internacionais, Brasil e EUA estão privilegiando a soberania nacional em seus respectivos países. Isso, contudo, não está saindo barato. As investidas dos movimentos pró-globalismo estão sendo vorazes. Tanto lá qto cá.
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Mas pera aí. Então eu estou falando que a crise política interna aqui no Brasil tem a ver com globalismo? Não parece muita conspiração não?
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Então, pode parecer, mas não é. Em primeiro lugar, temos que entender que a crise política aqui no Brasil decorrente da pandemia é mais complexa do que se imagina. 
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Temos, evidentemente, governantes (parlamentares, governadores e prefeitos) que estão se aproveitando da pandemia para encher os bolsos com dinheiro desviado. Esses governantes estavam órfãos de um esqueminha, desde que JB foi eleito, e viram na pandemia a chance de correr atrás do tempo perdido. Bolsos cheios e contas de partido abastecidas. Isso, sim, está acontecendo. 
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Por outro lado, a crise não tem apenas essa causa e esses interessados. A crise foi instaurada, tb, para desestabilizar o governo federal. A ideia aqui era tirar JB do poder, do jeito que desse. E, nesse aspecto, o braço globalista opera ferozmente. Derrubar JB e colocar algum progressista é imprescindível para o globalismo. E o mesmo, obviamente, acontece nos EUA.
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Não conseguiram, conforme vimos, com a pandemia e aí a estratégia mudou radicalmente. Como eu disse o #FicaEmCasa mudou para o #VamosÀsRuas em questão de poucos dias. Agora, a ideia de ambos os movimentos (no Brasil e nos EUA) é que os presidentes respondam com força desproporcional e, assim, haja fundamento para um discurso de vitimização que já está pronto há tempos. Perceberam pq há essa questão do emprego dos militares no combate às manifestações tanto lá qto cá? A estratégia é exatamente a mesma.
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Apenas para não deixar em branco, a importância da queda dos governos brasileiro e americano para os globalistas é por motivos óbvios. Os EUA ditam os caminhos da geopolítica mundial e o BR é o celeiro do mundo e maior fornecedor de minérios, que são utilizados na infraestrutura e na indústria de todos os cantos do planeta.
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Então, pra vc que está sentadinho em casa e que pega a máscara todo cuidadoso na hora de sair, eu te falo: desencana. Ng mais está preocupado se vc usa máscara ou não. Nunca foi pela sua saúde. Da mesma forma que agora não é pela democracia ou por sua liberdade. É justamente o contrário."

domingo, 7 de junho de 2020

URNAS LOTÉRICAS

                                                                                                           
                   
     Estamos próximos a uma eleição que reputo ser a MAIS IMPORTANTE de nosso sistema político, social e econômico. A eleição de legisladores municipais e fiscalizadores da execução dos orçamentos municipais e dos executores desses orçamentos, os prefeitos. 

                      Portanto, antes de tão essencial evento para nosso futuro, convido você a responder, somente para você, as perguntas abaixo e avalie se você está preparado para tão complexa e crucial missão para buscarmos o equilíbrio financeiro e social, a estabilidade e o desenvolvimento. 
                      Lembre-se, nosso futuro ESTÁ EM SUAS MÃOS, em SEU VOTO!!
       
          Você sabe o que faz um vereador?
                 o   Seria ele um “síndico de bairro”?;
              o   Defensor de associações, sindicatos e categoria de classes (i.e flanelinhas, catadores de papel, etc.)?
               o   Defensor de direitos específicos de minorias em detrimento da maioria dos cidadãos contribuintes das respectivas cidades?

Você JÁ LEU algum programa do partido do vereador que você dará seu voto para eleger?
Se você já leu, você entendeu NA ÍNTEGRA tudo o que o programa lhe prometeu?
Você acredita se o que o programa promete é viável legalmente e possível de ser cumprido com os orçamentos disponíveis no município?
Ou você NUNCA LEU um programa de partido que você escolheu?

·                         Você conhece o orçamento de sua cidade e seus detalhes (origens de arrecadação e de aplicação)?
·                                            Você conhece os vereadores componentes das comissões de orçamento municipal?
·                  Você sabe quantas comissões parlamentares municipais existem na Câmara dos Vereadores de sua cidade?
o   Elas são suficientes ou ultrapassam, em quantidade, as necessidades específicas de sua cidade? (um “efeito papagaio” – toda câmara de vereadores tem uma comissão como essa? Ela, de fato, é necessária? PENSAR EM CUSTOS!!!

·                                      Será que, de fato, esses vereadores estão técnica e intelectualmente preparados para exercer sua principal tarefa: elaborar leis DENTRO DOS LIMITES  ORÇAMENTÁRIOS ARRECADADOS?

·                                 Suas irresponsáveis supervisões da gestão orçamentária por execução dos prefeitos leva a elevação, por criação ou modificação, de tributos e à incessante busca por “multas” sobre cidadãos e, sobretudo, empresas;
·                  
                        Por acaso, TODOS os que se candidatam se sentem preparados para cumprir seus respectivos mandatos. SERÁ?!?!
·                                 Cerca de 1800 municípios dentre os 5 565 no total gastam MUITO MAIS em despesas de pagamento de pessoal e despesas operacionais e administrativas do que o que conseguem arrecadar (I. E, Mesquita RJ);
·                                 Você se sente preparado para votar em vereadores?

·                         Você se sente preparado para exercer, após a eleição deles, a governança democrática (fiscalizar as atuações)? Ou irá virar as costas aguardando as próximas eleições?

·                             Enfim, você se sente preparado para a democracia participativa? Ou para você resume-se no mero ato de colocar um voto na urna?

·                       O país está nas condições que se encontra por deliberado desconhecimento do eleitor para com suas responsabilidades na democracia participativa e por despreparo populista dos parlamentares municipais lá colocados pelo democrático voto útil;

·                          Eles representam o PRINCIPAL PESO nas despesas orçamentárias da União e, via de regra, ultrapassam seus limites orçamentários e, antes de terminar o exercício financeiro, tem o direito de pedir perdão ou moratória ao presidente da Câmara dos Deputados, prerrogativa constitucional que, ao perdoar, arremessa as dívidas para o exercício orçamentário do ano seguinte, sem que o presidente da República NADA POSSA FAZER!!

·                      Esta é a eleição mais importante para a vida politico econômica nacional, pois são nas 5 565 prefeituras onde se dá o maior volume de despesas orçamentárias e de concentração de tributos, CUJOS VEREADORES que são eleitos pelo democrático voto útil e eles, em sua esmagadora e lamentável maioria não estão nem um pouco preparados para tão importante tarefa;

·                     Com exemplo nas gestões petistas havia a “caravana” dos prefeitos mendigando recursos que eles já começam a arrecadar no início do exercício fiscal mas que o governo federal redistribui de acordo com os interesses;

·         O modelo distributivo IMPOSTO POR LULA por intermédio da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) (ELABORADA por deputados federais):
o    inverteu a pirâmide contributiva, os municípios arrecadam e enviam mais de 75% dos recursos para os estados (25%) e para a União (50%), a rigor, a UNIÃO SUGA tais recursos;

o   Reserva SOMENTE 9% de todo o orçamento da LDO (3,2 TRILHÕES de reais) para ser redistribuído entre 27 estados e 5 565 municípios.

Você se sente preparado para eleger tão importante elenco de parlamentares municipais ou você, uma vez mais, vai “fazer uma fezinha” achando “votar certo”.

ENFIM, você irá para uma urna ou para uma casa lotérica?













Prof Jefferson W. Santos MsC


O luar do Curupira



Esta é uma breve reflexão sobre nossa condição social e econômica. Ela correlaciona a pobreza nas ruas das grandes cidades com a falta de oportunidades que furta do cidadão o acesso à educação e á formação técnica que lhe permitiriam trabalho regular e uma vida digna para si e seus familiares.

Quando nos deparamos com pessoas perambulando, por vezes tarde da noite sob o “luar de Curupira”, entre os carros parados na rua aguardando a luz verde no semáforo querendo limpar o para-brisas do carro, uma sensação de desconforto precede a de apreensão: Em plena luz do dia e nos sentimos potenciais vítimas da violência urbana.

Por que, então existe a violência urbana? Ou melhor: Por que, então, eles estão ali? Porque a maioria não consegue estar ocupada por um emprego regular. E por que isto acontece? Dentre muitos motivos é que toda e qualquer cidade tem uma capacidade máxima de ocupação de postos de trabalho em função de mercado.

Por que, então, não se amplia este mercado? Um dos motivos é a carga tributária, ou seja, os impostos retirados das transações financeiras que, no caso da maioria das cidades brasileiras, é muito alta.

Por que, então, saem os impostos desta forma? Porque o Estado perdeu a capacidade de investir na produção e nos meios que possibilitam a produção: a infraestrutura crítica. Por que isto acontece? Porque, nas três últimas décadas, o Estado tem investido demais em bem-estar social e consumo e muito menos no incentivo à produção. Esta redução mais um considerável elenco de impostos nas três esferas do poder (municipal, estadual e federal) diminui o dinheiro circulante.

Aqueles recursos restritos impede uma melhor capacidade de compra de bens e serviços diminuindo, assim, a oferta de empregos, de criação de postos de trabalho, o que arremessa o homem a andar pelas ruas a fim de conseguir dinheiro para levar para casa e alimentar sua família.

Olhando por outro lado, este homem desocupado, via de regra veio de uma cidade do interior. Por que ele saiu de lá? Porque lá ele também não tinha qualquer condição de conseguir um trabalho.

Quais são os motivos comuns para esta emigração de suas raízes geográficas e concentração e “sufocamento” demográfico nas grandes cidades e capitais? Ele não consegue trabalho porque não consegue se educar. Isto pode ocorrer porque ele não conseguiu ter uma boa nutrição ao longo de sua vida, ou porque não conseguiu ter um bom acompanhamento de sua saúde, ou mesmo porque não teve a oportunidade de ter um bom ensino. E por que isto acontece? Porque até mesmo seus eventuais professores, profissionais de saúde e outros não tiveram uma chance de se capacitar de forma adequada pelos mesmos motivos acima.

O que, então, é necessário para que eles tenham tudo isto e não venham a abandonar suas regiões e se fixarem nos bolsões marginais das grandes cidades ficando desempregados e, eventualmente, ameaçando as pessoas?

Duas são as causas básicas.
Se houver o fornecimento de energia elétrica regular e de qualidade as escolas funcionam, os hospitais podem fornecer um tratamento de saúde adequado e se a energia elétrica for confiável, até cirurgias complexas podem ser realizadas sem remover o indivíduo para uma grande cidade. A energia também permite um expressivo aumento de produção de bens e de serviços que podem gerar postos de trabalho e reter o homem em sua região evitando que ele imigre para regiões mais pobres dos grandes centros.

Mas a energia elétrica, estável e de qualidade requer meios e vias de circulação sustentáveis inclusive em tempos de seca e de chuva. Assim, estradas, ferrovias, pontes, eclusas e todos os meios de circulação permitem a circulação de cargas e serviços em carretas, caminhões, ônibus e trens. Enfim, promove e permite uma segura e confiável mobilidade urbana e rural.

E porque não temos isto? Por causa dos modelos de desenvolvimento escolhidos após o governo ao longo das três últimas décadas. Ocorre que não é só culpa dos presidentes da República mas, também, todos os 26 governadores e 5565 prefeitos. Também, fundamentalmente, por causa dos movimentos e ONG, nacionais e internacionais em favor da preservação do meio-ambiente.

Assim, energia elétrica depende de meios de circulação, que juntos possibilitam a construção de casas e a geração de empregos. Todavia, energia, estradas e moradias, infelizmente, são construídos retirando-se seus insumos do meio-ambiente.

Desta forma, esta simples digressão é um convite à reflexão.

Olhando-se o mapa de concentração demográfica, obtida em apresentações de órgãos governamentais, vê-se que a atividade econômica se viabiliza próximo ao litoral. Quanto mais se desloca para o interior do país aumentam os índices de dificuldade à produção de bens e de serviços que poderiam promover o desenvolvimento por intermédio da criação regular e sustentável de postos de trabalho elevando a capacidade produtiva das famílias ao mesmo tempo que amplia a disponibilidade arrecadatória das prefeituras.

Assim, de forma muito pragmática, quase matemática, digo que não seremos a quinta economia em 2022, sequer reduziremos a pobreza aos níveis do primeiro mundo até 2025. Acordos celebrados por governos anteriores comprometeram-se, em nome da sociedade brasileira, baixou um decreto reduzindo as emissões de CO2 em 38% até 2020. Ou se preocupa com a segurança, promoção de emprego e com o desenvolvimento ou com o meio-ambiente.

Assim quando vocês se depararem com um desempregado, tarde da noite, sob o luar de Curupira tentando "defender o dele" ao aproximando de seu carro em uma esquina. pensem nisto tudo.

domingo, 17 de maio de 2020

"Órfão de vivos"

"Órfão de vivos" 


Só quem construirá a saída da crise e as alternativas de desenvolvimento será, unica e exclusivamente, a sociedade.

Estamos em crise, agravaremos a crise e o que a sociedade (pelo menos aqueles em condição para pensar) vem fazendo?

Em retrospectiva: 2019: Ao longo de todo o ano passado a sociedade se preocupou com corrupção, segunda instância e STF. Seus eleitos, inclusos novos 260 deputados e 25 senadores, se preocuparam em engessar o orçamento para dificultar a gestão Bolsonaro e, em três ocasiões (logo após as mobilizações), confirmaram e AMPLIARAM o fundo eleitoral. Preocupação da sociedade eleitora em conhecer, acompanhar e cobrar...ZERO!!!

2020 e o advento do COVID 19: DIUTURNAMENTE só se fala, só se publica, só se debate em lives COVID 19, Governo Federal, STF, Governadores e lockdown. NADA, absolutamente NADA fora desse BALÃO, desse "círculo vicioso". Nada se constrói, nada se sugere, nada se busca ALÉM E FORA dessa "caixa". Ainda não li nada de consistente para saída de empresas após a crise. Aliás, tem um outro perigoso mantra disseminado INSTITUINDO que a saída para o mercado será vendas on line...como que ignorando uma esmagadora quantidade de atividades econômicas normais que não são realizadas por tal ferramenta.

Costumava seguir alguns jornalistas diferenciados: Guzzo, Alexandre Garcia, Ricardo Fiúza, Rodrigo Constantino, Polípio Braga, Percival Puggina...mas desisti: Ocorre que "descobriram" a magia dos "likes" no youtube e do tweeter...pronto!!! Lascou: Só falam o que a sociedade quer ouvir pelo termômetro dos likes que tem a ver, SOMENTE, com aquelas partes do círculo vicioso. ELES DEIXARAM de nos orientar para enxergar FORA DA CAIXA!!!

Cada vez que vem um texto novo, um youtube, um áudio reforçando, atochando, esmigalhando a paciência SEMPRE sobre os mesmos temas, SÃO REPASSADOS EM PROFUSÃO!!!

O estrago já está feito, a exclusão do acesso ao emprego irá se agravar, o lockdown chegará a um fim mas o medo de circular livre pelas ruas e a violência decorrente da crise irão se agravar e não vejo um comentário ou preocupação ou orientação para com esse lamentável e irrefragável cenário...

Sinto falta daqueles jornalistas, dos amigos que mandavam temas de densidade e de reflexão. Sinto-me órfão dos vivos.

domingo, 10 de maio de 2020

ECONOMIA PÓS PANDEMIA ...

BBC NEWS ..
ECONOMIA PÓS PANDEMIA ...



Crise e coronavírus: V, U ou W, os 3 cenários possíveis para a recuperação econômica após a pandemia de covid-19

A pandemia de covid-19 está gestando uma recessão que já foi batizada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) de "o Grande Confinamento". E parece haver um consenso de que será a maior crise econômica desde a Grande Depressão de 1929. 

[...] temor é que, nos próximos meses, os países da América Latina vão sofrer a segunda fase (da crise): haverá empresas que não vão conseguir se custear, que vão demitir trabalhadores, haverá famílias e empresas que não conseguirão pagar impostos, a demanda vai cair, as finanças públicas vão sofrer, os bancos hoje sólidos podem se ver afetados pela inadimplência", prossegue.[...]        Martin Rama para a BBC.



A pergunta que se fazem os economistas é: qual forma essa crise terá?

Economistas costumam recorrer ao alfabeto para explicar visualmente como preveem a recuperação de uma economia.
"É uma boa simplificação e uma maneira muito gráfica de dizer qual estilo acreditamos que terá a recessão", diz à BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC) José Tessada, diretor da Escola de Administração da Universidade Católica do Chile.

Algumas das letras mais comumente usadas, explica Tessada, são V, W e U.
E elas ajudam o público a visualizar o gráfico da taxa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) ao longo do tempo.

Há diferentes conceitos sobre o que é uma recessão. Nos EUA, o Escritório de de Pesquisas Econômicas (NBER, na sigla em inglês) fala de recessão quando há uma queda "significativa" da atividade econômica ao longo de "alguns meses" e que se reflita no PIB real, nos salários, nos empregos, na produção industrial e no comércio.

Em geral, porém, a definição predominante é de que uma economia entra em recessão quando acumula dois trimestres consecutivos de queda no PIB.

Com base nisso é que está sendo feita a maior parte das previsões de como o mundo vai se recuperar do impacto do novo coronavírus e das medidas de confinamento. Vale destacar que a incerteza ante a crise é grande: o economista-chefe para América Latina do Banco Mundial, Martín Rama, disse à BBC que é bom enxergar "todas as previsões feitas neste momento com uma enorme margem de erro".

V, o cenário mais otimista

As recessões formam parte do ciclo econômico e, para algumas correntes do pensamento econômico, são inevitáveis. Dessa forma, o melhor é que, quando ocorram, tenham a forma de V.

"Recessões boas não existem, mas a V tem uma queda pronunciada e uma retomada igualmente pronunciada", explica Tessada. "A ideia é que volta-se a um nível muito similar ao inicial e que a recessão é relativamente rápida. (...) Embora possa durar um par de trimestres ou mais."

O V descreve uma redução forte do PIB, com um ápice breve e uma recuperação acelerada. As previsões mais otimistas consideram que ainda há possibilidade de que a recessão atual acabe tomando essa forma.

Tessada afirma que, nas circunstâncias atuais, todas as três possibilidades — V, U e W — "estão sobre a mesa".

Existe a suspeita de que, se conseguir-se controlar a pandemia, poderíamos estar diante de (uma recessão) V porque poderiam-se suspender as restrições (ao comércio e circulação) e recuperar o crescimento aos níveis anteriores ou parecidos."

Paul Gruenwald, economista-chefe global da agência de classificação de riscos S&P Global Ratings, prevê que no segundo trimestre de 2020 veremos uma queda aguda como as que se dão nas recessões com forma de V.

No entanto, ele recorda que, para isso acontecer, seria necessário retomar a economia de forma ágil e abrupta, o que pode não ser o caso se a pandemia continuar avançando rapidamente em alguns países (como é o caso do Brasil atualmente).

"Digamos que as restrições ao distanciamento social sejam suspensas ou que se desenvolva uma vacina ou tratamento. Daí, voltaríamos rapidamente à rota original", diz Gruenwald à BBC News Mundo.

No entanto, os cenários mais prováveis que ele esboça em um relatório recente não são tão otimistas. O que marcará o ritmo da recuperação, em sua opinião, serão os efeitos sobre o lado da oferta a mão de obra, o capital e o crescimento da produtividade.

"Se nenhum (desses elementos) mudar, a economia regressará a sua rota original, que é um bom cenário." Não seria um V exato, mas sim alargado, diz ele.

Mas isso não sabemos agora, é algo que vamos acompanhar no próximo ano ou dois anos."

U, o cenário mais provável

As projeções da S&P para a economia global compreendem uma queda no PIB global de 2,4% em 2020, seguida de um crescimento de 5,9% em 2021.

Algo que, para Gruenwald, faz com que a recuperação pareça mais similar a um U do que a um V.
"O que vemos agora se parece mais a um U, ou um U longo, em que recuperaríamos a maior parte do choque (recessivo), mas a uma taxa menor", prevê.

Uma recessão em forma de U, explica Tessada, é aquela em que "se entra e se sai, mas ficando (com crescimento) baixo um pouco mais de tempo, sendo custoso sair (da crise). A recuperação é difícil, mas com o tempo se sai e se volta a um nível igual ao anterior".

Esse é o cenário previsto também pela diretora administrativa da agência de classificação de riscos Moody's, Elena Duggar.

"Não vamos recuperar durante a segunda metade do ano toda a produção perdida na primeira metade. Há muita atividade, por exemplo no setor de serviços, que não vai ser recuperada: toda a comida perdida nos restaurantes, as férias, os planos de viagem", explica à BBC News Mundo.

Muito disso será atividade que o PIB perderá. Mas sim acreditamos que, uma vez que acabe o confinamento e as atividades sejam retomadas, haverá uma recuperação na segunda metade do ano."

Recentes previsões da Moody's, no final de fevereiro, estimaram uma queda global de 0,5% do PIB em 2020, seguida de uma alta de 3,2% em 2021.

"Estamos supondo que os confinamentos serão suspensos ao longo do verão (no hemisfério Norte, ou seja, nos meses de junho, julho e agosto) e que a atividade será retomada. Também supomos, e temos visto algo disso, que as respostas dos governos funcionarão: políticas fiscais e monetárias muito fortes e que terão como objetivo ajudar a recuperação", diz Duggar.

Em meio à incerteza com que são feitas essas projeções, uma coisa é dada como certa: o segundo semestre deste ano vai ser economicamente doloroso.

Paul Gruenwald, da S&P, estima que a queda deste trimestre será de 9%. Com uma redução dessa magnitude, não está claro se será possível recuperar a trajetória que a economia parecia seguir antes da pandemia. Ou seja, o mesmo nível de produção e crescimento que se esperava para 2020.

"Mais que um V ou um U, a questão é qual será a trajetória final (da economia). Voltaremos à mesma (trajetória)? E quanto tempo levaremos para chegar a ela?", questiona.

Ao mesmo tempo, os analistas veem sinais positivos que podem levar, por fim, à curva em U.

"Há boas notícias em duas frentes", diz Duggar. "Estamos vendo a China começar a sair do confinamento, reabrir fábricas. Há relatos de que se recuperou de 45% a 70% da capacidade (produtiva). Em termos de capacidade econômica para voltar a funcionar, vemos notícias positivas aí."

A outra frente, acrescenta ela, "são as medidas de apoio fortes. Bancos centrais dos dois lados do oceano (Atlântico) estão agindo com rapidez para dar liquidez ao mercado. Estamos vendo grandes pacotes (de ajudas) em muitos países".

Em seu informe, a S&P vê como sinais positivos que as curvas de contágio do novo coronavírus estejam ficando mais planas e que as intervenções governamentais estejam se refletindo em estabilização da volatilidade do mercado financeiro.

A turbulência do W

Como diz José Tessada, por enquanto "todo o alfabeto" está sobre a mesa nas previsões da crise, uma vez que ainda não está claro se as medidas de confinamento em curso atualmente serão suficientes - ou se precisarão ser estendidas.

A S&P aponta em seu informe que alguns fatores podem colocar em risco a recuperação econômica - por exemplo que, depois de enormes gastos públicos durante a pandemia, governos comecem a aplicar medidas de austeridade antes do tempo.

Mas Gruenwald acha que o maior risco ainda é a questão de saúde e a possível necessidade de períodos intermitentes de isolamento social.

"Se tivermos um cenário em que o distanciamento social é relaxado e o número de infecções voltar a subir, iremos para frente e para trás e teremos uma recuperação muito mais lenta."

Uma curva de contágio da covid-19 que suba e desça acabaria provocando uma recessão com forma de W.

"O W é quando se entra e sai e depois volta-se a entrar (em recessão)", explica Tessada. "A recuperação final não ocorre, e no meio há um momento de aceleração que não se sustenta e (a economia) volta a cair."

Esse percurso turbulento rumo à normalidade causaria perdas de produção, diz o informe da S&P, acrescentando que "o mais inquietante é que é possível que não consigamos uma vacina ou tratamento no período desse prognóstico, o que significaria que voltar à normalidade pode ser impossível."

Vem à mente também a letra L: nesse cenário, depois de uma queda, a economia se manteria estável em um ritmo muito menor, sem se recuperar.
"Mas isso, no fundo, mais que uma recessão é uma mudança permanente no nível de crescimento", afirma Tessada.

E a América Latina?

No Brasil, a previsão de 14 de abril do FMI (Fundo Monetário Internacional) é de que a economia despenque 5,3% em 2020 (contra uma previsão anterior, de janeiro, de crescimento de 2,2%)

No continente em geral, o Banco Mundial prevê que a economia latino-americana e do Caribe (descartando-se a Venezuela do cenário) caia 4,6% em 2020 e cresça 2,6% no ano que vem. Isso esboçaria uma recessão em forma de U, diz Martín Rama, economista-chefe do banco para a região.

"Vejo como um U porque somos otimistas para o ano que vem porque achamos que a essa altura a pandemia vai ser melhor entendida, haverá mais capacidade de testes e talvez uma vacina. 

E achamos que as economias avançadas, como EUA, China e Europa, podem mobilizar os meios financeiros e têm a estrutura necessária para se recuperar", diz à BBC News Mundo.

Com economias fortemente ligadas ao desempenho da China e dos países do G7, os países da América Latina terão uma capacidade de resposta à crise que dependerá, em grande parte, da velocidade como as nações mais ricas se recuperarão, diz Rama.

Nosso temor é que, nos próximos meses, os países da América Latina vão sofrer a segunda fase (da crise): haverá empresas que não vão conseguir se custear, que vão demitir trabalhadores, haverá famílias e empresas que não conseguirão pagar impostos, a demanda vai cair, as finanças públicas vão sofrer, os bancos hoje sólidos podem se ver afetados pela inadimplência", prossegue.

"Agora, as necessidades financeiras dos nossos países são basicamente para atender as emergências médicas e para ajudar quem não pode trabalhar, que é informal e vive do dia a dia. Essas são cifras gerenciáveis, mas com o pouco espaço fiscal que temos na América Latina serão necessárias medidas mais extraordinárias para apoiar a atividade econômica ou para impedir uma crise financeira - é daí que vem o grande risco."

Por um lado, a região tem a "vantagem" de a epidemia ter chegado aqui um pouco mais tarde, o que lhe dá uma margem de aprendizado com os demais países.

Só que, diz Rama, há desvantagens: "(a pandemia) ocorre na região depois de praticamente cinco anos de crescimento bastante reduzido, com exceções como República Dominicana, Panamá, Colômbia".

A isso se soma a instabilidade política vivida no ano passado em países como Chile, Equador e Bolívia: "o descontentamento social que tivemos no ano passado mostra uma dificuldade para uma população que havia aspirado a um nível de vida de classe média, mas havia se desiludido", agrega Rama.


"O que for feito agora nesta emergência vai ter também consequências de longo prazo. Manter o olhar no desenvolvimento de longo prazo é importante também em (um período de) urgência como este."


quarta-feira, 22 de abril de 2020

SEM DEMOCRACIA, SEM LIBERDADE E SEM MORAL J.R. Guzzo


J.R. Guzzo

A democracia morreu no Brasil – se é que chegou a viver algum dia, pois qualquer exame clínico um pouco mais atento mostra que ela já nasceu morta em 22 de setembro de 1988, dia em que começou a valer a Constituição Federal que está em vigor e que é, em geral, considerado como seu marco zero. 

Nasceu morta porque quem a escreveu pensou numa coisa só, com obsessão exemplar, desde a redação de sua primeira sílaba: como montar no Brasil um sistema de governo em que um grupo limitado de pessoas fica com 100% do direito legal de tomar decisões — sem ter de pagar jamais pelas consequências do que decide, é claro — e o resto da população fica sem influência prática nenhuma. 

É exatamente o que vem acontecendo há quase 32 anos.


No papel, e nos tratados de ciência política, é o governo comandado pela vontade da maioria — e os votos da maioria podem perfeitamente colocar no governo, ou seja lá onde as decisões são tomadas, gente que não tem interesse algum em saber quanto você é livre ou não é. 

Seu papel é unicamente obedecer às leis e regras que os donos do poder escrevem em benefício próprio, ou dos grupos a quem servem.

No Brasil de hoje não há uma coisa nem outra. 

Não há democracia porque quem manda em tudo, faz mais de trinta anos, é uma minoria — a população só é chamada, de dois em dois anos, para votar em eleições nas quais um sistema viciado elege sempre os mesmos, com uma ou outra exceção que não muda nada.

Fechadas as urnas às 5 horas da tarde, todos são mandados de volta para casa e só voltam a abrir a boca dali a dois anos, para fazer a mesma coisa.

No meio-tempo, não mandam em absolutamente nada — sem crachá e autorização dos seguranças, não podem nem entrar nos lugares onde estão os que resolvem tudo. 

Não há liberdade porque o cidadão só tem a opção de obedecer, esteja ou não de acordo com o que lhe mandam fazer.

O momento que o Brasil atravessa agora, com grande parte da população apavorada pelo medo de morrer por causa da covid-19, é exemplar dessa democracia que não vale nada. 

Vamos aos testes práticos. 

Passa pela cabeça de alguém, por exemplo, que as pessoas estejam de acordo que o Senado alugue por 350 mil reais por mês, sem concorrência, uma “sala VIP” no aeroporto de Brasília, para os senadores não correrem nenhum risco de ficar perto dos cidadãos? 

É claro que ninguém está de acordo.

É claro, também, que ninguém pode fazer nada a respeito. 

É tudo legal, porque eles escreveram leis dizendo que é legal — inclusive essa falta tão conveniente de concorrência pública, pois estamos num momento de “emergência” na saúde pública.

O que a maioria tem a dizer da recusa do Congresso em abrir mão de um centavo sequer dos bilhões que tem estocados nos fundos “Partidário e Eleitoral”, que roubaram legalmente dos impostos — através de leis que eles mesmos aprovaram? 

E a liberdade, aí, como é que fica: alguém é livre, de verdade, para defender seu direito de opor-se a essa aberração?

Não se trata apenas de deputados e senadores. 

Como pode haver democracia numa sociedade em que uma comunidade de talvez 25.000 indivíduos, os membros do Poder Judiciário em suas diversas camadas, tem direitos que os demais 200 milhões de brasileiros não têm — e se mantém, na vida real, acima das leis e da obrigação de cumpri-las? 

É impossível, também, pensar em “estado de direito” quando a Justiça funciona como cúmplice integral em atos de delinquência do submundo político. 

No caso dos “fundos”, é óbvio, deu razão ao Congresso — e proibiu seu uso em favor do combate à epidemia.

O país inteiro tem assistido, todos os dias, a demonstrações brutais de tirania por parte de 27 governadores, 5.500 prefeitos, suas polícias e seus fiscais.

Com o súbito poder que lhes foi conferido pela epidemia, e com a cumplicidade quase absoluta de juízes e integrantes do Ministério Público, puseram para fora todas as suas neuras ditatoriais. 

É a lei que lhes permite isso — a lei que eles próprios, ou a classe política em geral, escreveram. 

Os exemplos não acabam mais.

Todas as edições de Oeste (noticiário), até o fim dos tempos, não serão suficientes para mostrar a soma de desastres que está acontecendo com as liberdades neste país.

Todo o poder de decisão foi dado a grupos muito bem definidos, pela malícia e esperteza de uma Constituição na qual há um número ilimitado de boas intenções e nenhum meio de realizá-las na prática. 

Ali o cidadão tem direito a tudo — menos o de influir na própria vida e controlar, mesmo por alguns minutos, os que mandam nele. 

Todos sabem quem são esses grupos. 

Os altos servidores do Estado, as corporações, os grupos de interesse privado, os sindicatos, os criminosos ricos, os saqueadores do Erário, os que desfrutam de direitos que os demais não têm, os políticos — e por aí afora. 

As leis são escritas para eles. 

Você só paga.

“Eu prefiro um ladrão a um deputado”, diz Walter E. Williams, o economista conservador americano que há décadas devasta a hipocrisia da vida política mundial. 

“O ladrão, em geral, o rouba uma vez só e vai embora.” 

Os políticos, porém, estão aí para sempre. 

É esse, justamente, nosso problema: enquanto quem mandar no Brasil for o condomínio descrito acima, não haverá nem liberdade real nem democracia efetiva. 

O que vale é a manipulação periódica da multidão em eleições que já estão decididas, pelos vícios deliberados do sistema eleitoral, antes de o primeiro voto ser colocado na primeira urna.

O resultado concreto disso tudo aparece nas decisões alucinadas que são tomadas aqui como resultado do “funcionamento normal” das chamadas instituições democráticas.

“Como alguma coisa que é imoral, quando feita em particular, se torna moral quando feita coletivamente?”, pergunta Williams.

“Por acaso a legalidade confere moralidade a alguma coisa? A escravidão era legal. O apartheid era legal. Os massacres feitos por Hitler, Stalin e Mao foram legais.” 

No Brasil o Congresso é legal. 

O STF é legal. 

O aparelho do Estado é legal. 

O que foi para o diabo é o senso moral — junto com a liberdade e a verdadeira democracia.

O ESTRATEGISTA!




O ESTRATEGISTA!

Por Renato Cunha Lima 

Vocês sabiam que a imprensa, sobretudo a Globo, a UOL e até a Folha de São Paulo ajudam todos os dias o Presidente Bolsonaro?  

Não só eles, mas o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal e até o Ministério Público só contribuem para Bolsonaro?  

Vem cá, vocês esqueceram os motivos que levaram um deputado do chamado baixo clero, sem fundo partidário, sem tempo de rádio e televisão a se tornar Presidente da República?  

Vamos relembrar, a eleição de Bolsonaro foi resultante da fadiga de um sistema político corrompido e falido, que por décadas e governos saquearam os cofres públicos e deixaram de legado um país violento, com serviços públicos em colapso e uma dezena  de milhões de brasileiros desempregados.  

Agora, quais as notícias que assistimos na mídia? Derrota do governo no Congresso; Rodrigo Maia critica o Presidente; Alcolumbre ameaça o Presidente; Ministro do STF decide contra o Governo; Governadores repudiam Bolsonaro; Ministério Público Federal aciona contra decisão do Governo.  

Não resta dúvida, portanto, que Bolsonaro vem cumprindo fielmente seu papel de enfrentar o sistema, contra o establishment, sempre que pode e considera oportuno.  

Neste interim nenhum dos demais poderes demonstram à população que mudaram, muito pelo contrário. 

O STF, para começar, derrubou a prisão a partir de condenação em segunda instância, o que resultou na soltura do múltiplo condenado Lula e milhares de presidiários de todo tipo de crime, um festival à impunidade.  

Já o Congresso desvirtuou o pacote anticorrupção do Ministro Sérgio Moro, assim como aprovou um valor exorbitante para o fundo eleitoral, sem falar na tentativa de garfar bilhões do orçamento do executivo para beneficiar parlamentares em suas bases num ano de eleições municipais.  

Bem pregado, todos continuam iguais como sempre, nada mudou no parlamento e no judiciário, somente no executivo onde, finalmente, há um ministério composto por técnicos e ninguém, nem a ferrenha imprensa, conseguiu relatar um só caso de corrupção.  

Por isso manchetes noticiando reuniões do Dias Toffoli, Rodrigo Maia e Alcolumbre para conter o que chamam de "arroubos" do Presidente Bolsonaro, no fundo, revelam a saudade de presidentes que "dialogavam" com cargos, concessões e toda sorte de negociatas, que nos levaram a testemunhar o "mensalão", o "petrolão" e outros tantos escândalos. 

Estão todos ajudando Bolsonaro, é incrível, até quando o Presidente se indispõe publicamente com um dos seus Ministros, todos imediatamente passam a defender o Ministro, o que confirma que a escolha  técnica foi correta.

Vocês não entenderam nada, mas o Bolsonaro escolheu assistir e socorrer o eleitor que antes idolatrava Lula, assim como os autônomos, os pequenos comerciantes e empresários, que são os que mais empregam trabalhadores brasileiros. 

Aprendam uma coisa, ele olhou lá na frente, a pandemia vai passar, com menos mortes que a imprensa alardeava e a classe política faz torcida.

Bolsonaro, ao invés de perder, avançou, ganhou dobrado, pois cada trabalhador demitido vai olhar para o autoritarismo do seu Governador. 

A decisão recente do Ministro Alexandre de Morais proibindo Bolsonaro de derrubar os decretos estaduais é um exemplo claro de que ajudam politicamente o Presidente. 

Desta vez, documentado em decisão judicial que o desemprego, a falência, a fome não é e nem será culpa de Bolsonaro, que, pelo contrário, segue ajudando todos estes com o maior investimento público da história do Brasil. 

Ahhh e as ameaças de impeachment? Tomara que tentem, pois quem cairá não será o Presidente.  Aprendam uma coisa, o Brasil quer e vai mudar!

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