quinta-feira, 15 de outubro de 2009
A geração Playstation já está entre nós...e daí??
Bill Gates diz que ideologia ameaça combate à fome
Minha tese foi sobre Segurança Alimentar. Sou piloto, sou oficial da aeronáutica, deveria estar falando de aviões, superioridade aérea, aeroportos, enfim, coisas do gênero. Todavia precisava pesquisar algo que viesse a representar uma potencial ameaça futuro ao desenvolvimento e bem-estar no mundo.
Então amigos, segue uma sugestão para reflexão antes que ONG’s busquem eventualmente, simpatia entre vocês para se tornarem inimigos íntimos de nosso desenvolvimento o que espero que não ocorra.
http://noticias.uol.com.br/ultnot/reuters/2009/10/15/ult729u82226.jhtm
A luta para acabar com a fome está sendo afetada por ambientalistas que insistem que grãos geneticamente modificados não podem ser usados na África, afirmou nesta quinta-feira Bill Gates, bilionário fundador da Microsoft.
Gates afirmou que grãos geneticamente modificados, fertilizantes e produtos químicos são ferramentas importantes -- ainda que não as únicas ferramentas -- para ajudar as pequenas fazendas africanas a ampliarem sua produção.
"Este esforço global para ajudar pequenos fazendeiros é ameaçado por uma ideologia que ameaça dividir o movimento em dois", apontou Gates em seu primeiro discurso sobre agricultura feito no fórum World Food Prize.
"Algumas pessoas insistem numa visão ideal de ambiente", afirmou Gates. "Eles tentaram restringir a disseminação da biotecnologia na África sub-saariana sem considerar o quanto ela pode reduzir da pobreza, ou o que os próprios fazendeiros querem".
A Fundação Bill e Melinda Gates tem focado na ajuda aos pobres nos últimos anos, assim como em crescimento de pequenos fazendeiros e venda de mais grãos como uma forma de reduzir a fome e a pobreza.
A fundação, que se comprometeu com 1,4 bilhão de dólares para esforços com desenvolvimento agrícola, anunciou nesta quinta-feira nove doações novas num total de 120 milhões de dólares visando aumento nos lucros e especialização dos fazendeiros nos países em desenvolvimento.
Kindle
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
France Télécom: 24 suicídios
Amigos, este não é um fato isolado, ele faz parte de um contexto que se verifica desde antes da Copa de 1998 quando perdemos para a França.
Naquela época havia depredação de prédios, carros incendiados e muito tumulto nas ruas. Os trabalhadores com dificuldades de acesso aos postos de trabalho uma vez que os cidadãos franceses nascidos fora da França tinham os mesmos direitos. Zinadine Zidane, cidadão francês nascido na Argélia era o ícone que poderia apaziguar os ânimos exaltados ao longo do país.
Outros países da Europa tiveram suas sociedades questionando os altos custos dos sistemas de saúde e de previdência.
A Inglaterra na época de Margareth Tatcher e Alemanha pós-reunificação também enfrentam problemas semelhantes principalmente para ajustarem-se às novas demandas da União Européia (UE). Ou seja, ter-se um Estado enxuto e eficiente.
A França vem apresentando dificuldades de se manter enxuta e eficiente, mais competitiva em relação aos demais países da UE. A privatização tornou-se uma solução inadiável ao mesmo tempo difícil de ser aceita pelos antigos padrões franceses.
No caso francês o suicídio entrou na equação, o fato é que culminou em uma concentração de pessoas em uma mesma e grande organização.
A sociedade francesa começava a perceber a dificuldade de se vivenciar em um mundo globalizado, onde os produtos podem ser adquiridos de forma mais eficiente e mais barata em outros países, notadamente os da UE, enquanto os dos franceses sempre foram mais caros em função do custo.
sobre direitos adquiridos e a força dos sindicatos.
O enxugamento e busca pela eficiência para se tornarem mais competitivos, infiro, deve ter sido a causa para o aperto geral dado por esta ex-estatal.
O percentual histórico denota que os franceses têm, historicamente, tal tendência a suicídio. As obras literárias de Emile Zolá, Balzac, Alexandre Dumas e Albert Camus também iluminam eventualmente, o suicídio entre algum dos personagens.
Enfim, há que se aguardar mais para se ter um melhor entendimento sobre tal fenômeno.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Homo Homini Lupus
Certa vez conversava em um intervalo de aulas com o antropólogo americano, Prof Gary Weaver, da American University por ele questionar a política intervencionista americana de George W Bush em um ambiente ainda de triste memória de 11 de setembro de 2001. Ele me retrucou: Este é o meu trabalho como professor. Se eu aceitar a unanimidade sem criticá-la não estarei fazendo meu trabalho. “I’m a professor for Christ sake!!”. Talvez ele estivesse se esquecendo de estar em um meio acadêmico e pensando estar diante de um coronel do pentágono, apesar de saber ser eu brasileiro. Contudo, sua resposta até hoje me faz pensar. Assim, gosto de enviar mensagens a meus amigos estimulando a reflexão.
Não diria, como o dramaturgo carioca Nelson Rodrigues atestando que toda a unanimidade é burra. Isso ficava bem pós-revolução cultural de 1968, principalmente ao se ter governos militares no poder. Mas para se estimular o debate e o crescimento, concordo que a unanimidade precisa ser questionada.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
A síndrome do "Procurador"
Em poucos dias já li cerca de trinta mensagens sobre as olimpíadas no Rio em 2016. Foram de tipos diferentes: artigos, blogs, mensagens repassadas por amigos e links. Todos, sem exceção, trazem uma característica: A terceirização da responsabilidade.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Uma imagem e muitas palavras

domingo, 4 de outubro de 2009
Notas sobre Honduras 2
Ultimamente a mídia americana, representada por jornais mais conservadores, está pressionando, sutilmente, a administração Obama acerca do que está ocorrendo em Honduras.
Atribui-se tal reticência à postura que tomaram para dar um recado ao mundo de que não seriam mais xerifes do mundo, contudo, o que está ocorrendo na América Central diz respeito a um dos mais graves problemas que eles têm que é o tráfico de drogas.
Nada há de ideológico em tal situação. Dominar Honduras é essencial aos planos de Chavez e do neo-bolivarianismo que têm mostrado simpatias às FARC e narco-terroristas. Nos últimos meses de Zelaya no poder aumentou o movimento de aviões com carregamentos de drogas naquele país ao mesmo tempo que houve muitas atracações em portos clandestinos na costa hondurenha com material destinado ao mercado americano.
A região por ser montanhosa dificulta o acesso do Estado e as populações ficam à mercê do crime organizado com embocadura multinacional.
Estes fatos, estranhamente, não estão sendo comentados em nossa mídia nativa. Somente consigo ler algo ao acessar os jornais americanos e alguns europeus, especializados ou não em segurança e defesa.
5 perguntas para Gary Hamel - HSM Management
Dois pontos chamaram-me a atenção neste texto anexo em pdf: O primeiro é o que ele escreve para organizações americanas com sua peculiar idiossincrasia. O segundo ponto é que as empresas que ele se refere têm mais a ver com empresas de tecnologia e produtos assemelhados do que uma miríade de outras empresas onde, fundamentalmente, a hierarquia se dá até como forma de desenvolvimento, i.e. construção civil, naval, logística, energia etc etc. Somos latinos, distintos dos americanos e nossa sociedade, diferentemente da deles, habituou-se a greves e feriados. Eles têm melhores condições de implantar uma gestão onde padronização, hierarquia e especialização podem ser prescindíveis, nós não. Aliás, a propósito de sua referência a Deming, a frase dita por aquele gênio, após sua experiência na reconstrução do Japão pós-guerra de que as pessoas querem fazer trabalhos de alta qualidade e são impedidas pelas organizações e seus contextos não se verificam totalmente em nossa realidade. Há fortes restrições orçamentárias que requerem planejamentos antecipados que, ainda assim, sofrem modificações substanciais ao longo de um exercício financeiro.
http://br.hsmglobal.com/adjuntos/14/documentos/000/076/0000076451.pdf
Solidão intelectual
A primeira veio em um blog onde um rapaz questionava o fato de se ler pouco no país.
O segundo de uma professora, muito amiga, chamado Insensatez que enviei aos meus caros amigos.
Ambos, em essência, falam da mesma coisa. Bem, concordava antes, contudo hoje já penso um tanto diferente.
Quanto ao fato do rapaz clamando um país melhor por intermédio da leitura, no caso dele mensurado apenas em livrarias, eu respondi a comparação em leituras via on line e periódicos. Ainda sim permito-me uma pergunta, indo mais além: Ler para quê?
Com diz a blogueira cubana, ser alfabetizado em Cuba para ler apenas material permitido pelo governo não significa, de fato, alfabetização como alavanca para cultura.
Mas ler para quê?
Dou-me o direito de perguntar, pois somente este ano já li doze livros, além das revistas que assino, Veja, Exame e HSM Management. E daí?
Durante a faculdade de Adm no CEUB eu soube que assustava os demais colegas, bem mais novos. Praticamente tudo o de cultura geral e de sociedade que os professores comentavam eu dialogava. No MBA então ficava um tanto isolado, pois já tinha lido uma boa parte dos livros que os professores comentavam. Dos livros indicados pela nossa Universidade para coronéis no curso de política e estratégia eu já tinha lido a maioria como major. O único diferencial, de fato, senti no mestrado que fiz, pois o nível de conversa com professores e demais participantes dos seminários e simpósios era alto e como havia necessidade de se conhecer o país, para mim foi fácil. Pelo meu desempenho fui, até, escolhido para falar de Brasil para alunos da National Defense University, que queriam se especializar em Brasil. De fato, nestes dois anos nos EUA minhas leituras facilitaram, sobremaneira, minha vida e meu mestrado. Mas de volta ao país...
Enfim, hoje já duvido se somente a leitura ajuda o país a ser melhor. Por quê, por causa do nosso entorno.
Ler para se absorver e gerar mudança, significa dialogar. Não com o autor, mas com pessoas à volta. E aí entra o que penso? Para quê li doze livros? Fazer o quê com o material que apreendi culturalmente? Hoje permito-me olhar para trás e perguntar: Para quê que li tanto?
Quem à minha volta quer dialogar? Incrível!! quase ninguém. E olhe que evito ao máximo falar em política.
Bem, noite de sábado. Após encerrar, ontem, mais um livro e três relatórios da Ernest and Young sobre cenários futuros, fico meditando, só, somente só, quando recebo a Veja e dou cabo dela quase toda (pois atualmente vem um grande número de fofocas políticas e de reportagem com pouca densidade útil.) O que vou fazer com o material que li? Conversar com quem sobre ele?
E daí? Meus parentes e próximos não se interessam por muita coisa além da televisão, Pe Marcelo, ou outros assuntos mais palatáveis. Alguns amigos ficam quase que monossilábicos e preferem falar de coisas mais corriqueiras. O que fazer então?
Disseram-me na faculdade que a Internet seria o melhor e mais fundamental veículo para se ampliar a cultura e a informação da sociedade brasileira. Assim, envio msgs para amigos e pessoas que não conheço. Já tive respostas muito estimuladoras e agradecidas, o que me estimula a continuar. Mas e a questão do diálogo para crescer?
Um colega enviou no fim da msg: “Mande um email em resposta para saber se vc está vivo.” Tipo assim. Deve ter sido para um grupo, pois como disse outro amigo, eu entupo as caixas postais alheias com assuntos que, segundo alguns, até deletam sem ser por não interessar.
Engraçado que haverá, em breve, aqui no Recife, uma feira internacional de livros, padrão bienal, onde o forte será a auto-ajuda e a ficção. Pensei até em ir, mas vi que não vai valer a pena. Como nas bienais do Rio e São Paulo, quando vejo, em amostra aleatória ou nos relatórios os livros mais vendidos me pergunto como é que ler livros ajudaria o país a melhorar. Em nosso país, penso que se dá algo semelhante a Cuba, mas não como cerceamento de material para se ler além dos daquela revolução e regime, mas pelo overflow de auto-ajudas e ficção.
Por fim lembro de duas pessoas sábias: Minha irmã e o Prof Heck. A primeira me diz que estou fora de sintonia, quase um chato. O segundo diz que estou perdendo meu tempo lendo e querendo estimular o debate. Ultimamente olho para o computador, como ele demora a pegar um pouco pergunto-me se vale a pena entrar on line. Tem tanta coisa muito importante acontecendo ultimamente e vejo uma enorme lacuna de debates.
Enfim, dialogar com o papel e comigo mesmo está ficando sem graça.
Talvez o que esteja sentindo seja uma solidão intelectual. Não me acho intelectual, aliás, quanto mais leio mas sinto vontade de estudar outros assuntos e áreas do conhecimento humano. Apenas gostaria de exercitar meu intelecto e fugir da televisão que quase não ligo, aliás, pago sky somente para minhas filhas assistirem seus canais infantis. Quando me pego aguardando a hora de Hanna Montana, ICarly, Mister Maker ou Barney (minhas filhas tem nove e três anos), começo a ficar angustiado.
Minha filha mais velha olhou minha estante e perguntou: Pai, pra quê tanto livro? Hummm...responder o quê?