Meu amigo Bill Beaman observou que em nossas cidades há muitos candidatos com codinomes de Barack Obama. Eu responderia a ele que esta é a nossa idiossincrasia personificada, anos atrás, pelo personagem de Macunaíma, o herói sem caráter.
Pode parecer pesado, mas é triste constatação. Os candidatos apostam no engodo de imagens, e somente imagens que foram fixadas na memória do eleitor após um muitíssimo sofisticado estudo de marketing político acerca de nossa capacidade de saber entender, interpretar e interagir com o cenário social que nos cerca. No nosso caso é baixíssima, sempre foi, aliás.
Pode parecer pesado, mas é triste constatação. Os candidatos apostam no engodo de imagens, e somente imagens que foram fixadas na memória do eleitor após um muitíssimo sofisticado estudo de marketing político acerca de nossa capacidade de saber entender, interpretar e interagir com o cenário social que nos cerca. No nosso caso é baixíssima, sempre foi, aliás.
A esquerda hoje no poder, no governo e na base aliada, não ensinou ou preparou o cidadão brasileiro ao exercício do voto, pelo contrário, criou um mantra de que o voto é sinal de liberdade de escolha para afastar os idos da ditadura. Só que mais de 75% da sociedade nasceu depois de 1979, ano da abertura política e não faz a menor idéia de como se processa a cidadania, a gestão pública e a participação sócio-eleitoral. Para a esmagadora maioria é a mera festa de colocar um voto na urna e correr para aproveitar o feriado.
A cada dois anos, caro amigo Bill, revivemos o suplício de Sísifo. (Espero que, pelo menos, algum interessado pesquise para saber o que se trata).
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