quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Cálice!

                                 Cálice! A Volta do Malandro. Oportuno, ou Oportunista???!!!!!!!!
  
CARTA ABERTA A CHICO BUARQUE* (e Ziraldos, Niemeyers, etc, etc)
ADORO A IRONIA DOS CARIOCAS!  COMO ADORARIA SABER QUEM É O VIZINHO DO LADO
 Chico:
Confesso que fiquei chocado ao vê-lo desfilar na passarela da Dilma, cantarolando como se estivesse a defender uma causa justa, honesta e patriótica. Logo você, Chico, que ganhou tanto dinheiro encantando a juventude da década de 1970 com parolas em prosa e verso sobre liberdade e moralidade. Percebo que aquilo que você chamava de ditadura foi, na verdade, o grande negócio da sua vida. Afinal, você *estava à toa na vida*. Você deveria agradecer aos militares por tudo o que te fizeram, porque poucos, muito poucos, ganharam tanto dinheiro vendendo ilusões em forma de música e poesia como você. Estou agora fazendo essa regressão, após vê-lo claudicante como "A Mulher de Aníbal" no palanque do Lula e da Dilma. Claro que deu para perceber o seu constrangimento, a sua voz trêmula e pusilânime, certamente sendo acusado pela sua consciência de que estava naquele momento avalizando, endossando todas as condutas deste governo trêfego e corrupto. Nunca, jamais
imaginei, Chico, que você pudesse se prestar a isso algum dia. Mas é possível antever que apesar de todos vocês, *amanhã há de ser outro dia.Quando chegar o momento, esse nosso sofrimento, vamos cobrar com juros,Juro* ! Você, como avalista, vai acabar tendo que * pagar dobrado cada lágrima rolada*. Você vai se amargar, Chico, e esse dia há de vir antes do que você pensa. Não sei como você vai se explicar vendo o *céu clarear, de repente, impunemente*.
Não sei como você vai abafar o *nosso coro a cantar, na sua frente*.
Apesar de vocês, Chico, *amanhã há de ser outro dia*. Estamos sofrendo por *ter que beber essa bebida amarga*, dura de tragar. Temos pedido ao Pai que *afaste de nós esse cálice* mas quando vemos você, logo você, brindando e festejando com todos eles, só nos resta ficar *cantando coisas de amor e olhando essa banda passar*. E pedir que passe logo, porque *apesar de vocês amanhã há de ser outro dia*. Estamos todos *cada qual no seu canto, e em cada canto há uma dor, por conta *daquela cachaça de graça que a gente tem que engolir* (lembra ?), ou *a fumaça e a desgraça que a gente tem que tossir*. Só espero, Chico, que as músicas que você venha a compor em parceria com os seus amigos prosélitos de palanque não falem mais de amor, liberdade, moralidade e ética – essas coisas que você embutia disfarçadamente nas suas letras agora mortas de tristeza e dor. Não fale mais disso – não ficará bem no seu figurino agora desnudo. Componha, iluda, dance e se alegre com todos eles, ganhe lá o seu dinheiro, entre na roda e coloque tudo na "sua cueca" – ou onde preferir – mas não iluda mais os nossos jovens com suas músicas, simbolizadas hoje apenas na sua gloriosa *A Volta do Malandro.*

Ass: Seu Vizinho ao Lado
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