A viagem do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao Oriente deixa bastante clara a intenção da maior potência ocidental em mudar o foco de suas parceiras, e buscar “planos B” à concorrência internacional. É um novo rumo que pode trazer benefícios indiretos ao planeta, por conta do desenvolvimento de tecnologias ecologicamente corretas.
Obama qualificou a relação entre Washington e a Índia como “uma das parcerias que definirão o século 21”. Disse ainda que a Índia não seria apenas um país emergente, mas, sim, uma potência mundial. Pelo sim, pelo não, os americanos estão fazendo sua cama.
O grande interesse do governo Obama é a Índia, parceiro que abriria as portas para os americanos competirem mais de perto com a China. Um dos principais campos em que essa união pode prosperar é o do desenvolvimento de biocombustíveis. A Índia tem matéria-prima e o conhecimento tecnológico, mas não tem recursos financeiros. Não que os americanos estejam nadando em dinheiro, mas têm o suficiente para desenvolver projetos que a Índia não poderia fazer sozinha.
Além dessa, os Estados Unidos e a Índia estão planejando uma parceria para promover a segurança alimentar na África – continente onde a China, não por coincidência, tem expandido sua presença.
A iniciativa, que envolve conhecimento e tecnologia, vai trabalhar especificamente em colaborações de pesquisa sobre culturas particulares, com o nobre objetivo de combater a fome no continente. O projeto vai envolver países no sul, leste e oeste da África, bem como instituições pan-africanas.
Na área militar, os dois países estão perto de fechar um acordo de defesa de US$ 5,8 bilhões, que pode significar o maior do tipo já firmado entre os dois países. A Índia vai adquirir dez aeronaves C-17 Globemaster III, da Boeing, e os especialistas em segurança entendem a negociação como um combate à crescente influência militar... da China.
Compra de caças não ajuda em nada o planeta. Mas biocombustíveis e fim da fome, sim. A Índia está contribuindo para essa ajuda, e construindo um futuro melhor para si.
E o Brasil, quando voltará a se mexer?
.
Nenhum comentário:
Postar um comentário