Corrigindo a equivocada manifestação anterior sobre o sucesso do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), o presidente Lula admitiu os problemas que constrangeram o governo e o Ministério da Educação na questão desse exame, mas deu garantias aos estudantes de que vai investigar com rigor as irregularidades e não vai deixar que ninguém seja prejudicado de ingressar na universidade por causa do exame e de suas trapalhadas. A declaração do presidente, que no dia anterior havia sugerido que os erros haviam sido irrelevantes e que sua gravidade fora extrapolada, repõe a questão em seus eixos. Uma prova que mobiliza 4 milhões de estudantes e suas famílias é algo importante no Brasil ou em qualquer lugar do mundo.
Nascido para ser um processo de avaliação da estrutura do ensino, da qualidade dos professores e da eficiência do aprendizado, o Enem assumiu também, nos últimos dois anos, o objetivo de selecionar estudantes para dezenas de instituições universitárias. Tornou-se, por isso, um exame de estrutura gigantesca, que é aplicado na mesma data sobre toda a geografia do país, em milhares de salas de aula, para milhões de estudantes. O fato de terem ocorrido problemas nas duas experiências desse novo Enem sugere que as autoridades terão que examinar a estrutura, a abrangência e as datas de aplicação do exame para corrigir os eventuais equívocos, devolver credibilidade ao sistema e aproveitar, se for o caso, a experiên- cia de outros países sobre o tema.
De imediato, a tarefa do Ministério da Educação será a de, com agilidade, impedir que a questão se transforme num impasse e deter o processo de desgaste que o exame sofre em razão dos problemas de 2009 e 2010. A sociedade precisa do Enem por ser mecanismo importante de avaliação do Ensino Médio e de democratização do acesso à universidade.
.
Nascido para ser um processo de avaliação da estrutura do ensino, da qualidade dos professores e da eficiência do aprendizado, o Enem assumiu também, nos últimos dois anos, o objetivo de selecionar estudantes para dezenas de instituições universitárias. Tornou-se, por isso, um exame de estrutura gigantesca, que é aplicado na mesma data sobre toda a geografia do país, em milhares de salas de aula, para milhões de estudantes. O fato de terem ocorrido problemas nas duas experiências desse novo Enem sugere que as autoridades terão que examinar a estrutura, a abrangência e as datas de aplicação do exame para corrigir os eventuais equívocos, devolver credibilidade ao sistema e aproveitar, se for o caso, a experiên- cia de outros países sobre o tema.
De imediato, a tarefa do Ministério da Educação será a de, com agilidade, impedir que a questão se transforme num impasse e deter o processo de desgaste que o exame sofre em razão dos problemas de 2009 e 2010. A sociedade precisa do Enem por ser mecanismo importante de avaliação do Ensino Médio e de democratização do acesso à universidade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário