As últimas notícias sobre o estatismo pleno adotado por Chávez na agricultura parecem não ter sido seriamente consideradas pelo analista.
Insisto que o Mercosul, sem o bolivarianismo prevalente entre os signatários é nossa saída para fortalecermos um bloco competititivo internacionalmente.
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.Sem o norte não há um Mercosul pleno
Paulo-Edgar Almeida Resende - O Estado de S. Paulo - 07/10/2010
A Venezuela tem o terceiro PIB da América do Sul. Seu superávit comercial com o Brasil equivale a cerca de 20% do nosso superávit total, com destaque para as exportações de maior valor agregado e presença de empresas do Brasil em território venezuelano.
Para Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai tornou-se quase inevitável a paráfrase: sem o norte, não há Mercosul pleno. O protocolo de adesão estabelece quatro anos para a Venezuela adotar o acervo normativo vigente, a nomenclatura comum do Mercosul e a Tarifa Externa Comum. No Brasil, a Carta magna postula a formação de comunidade latino-americana de nações. É instigante acompanhar a diplomacia e o empresariado brasileiros. Longe de serem legitimadores da política interna chavista, o que poderia conotar intervencionismo, mas ao mesmo tempo mantêm um tipo de negociação que parece contribuir para contornar radicalizações.
A própria aceitação da postulação venezuelana de fazer parte do Mercosul pode resultar no revigoramento da cláusula democrática: põe limites a eventuais iniciativas restritivas de direitos, que as oposições venezuelanas levantam.
A estabilidade institucional da Venezuela está longe de transcorrer com céu de brigadeiro, o que deixa sempre algum ponto de interrogação. Mas é de se valorizar o bordão que vem de lá, Nuestro norte es el Sur, e o que vai de cá: sem o norte, não há Mercosul pleno.
Para Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai tornou-se quase inevitável a paráfrase: sem o norte, não há Mercosul pleno. O protocolo de adesão estabelece quatro anos para a Venezuela adotar o acervo normativo vigente, a nomenclatura comum do Mercosul e a Tarifa Externa Comum. No Brasil, a Carta magna postula a formação de comunidade latino-americana de nações. É instigante acompanhar a diplomacia e o empresariado brasileiros. Longe de serem legitimadores da política interna chavista, o que poderia conotar intervencionismo, mas ao mesmo tempo mantêm um tipo de negociação que parece contribuir para contornar radicalizações.
A própria aceitação da postulação venezuelana de fazer parte do Mercosul pode resultar no revigoramento da cláusula democrática: põe limites a eventuais iniciativas restritivas de direitos, que as oposições venezuelanas levantam.
A estabilidade institucional da Venezuela está longe de transcorrer com céu de brigadeiro, o que deixa sempre algum ponto de interrogação. Mas é de se valorizar o bordão que vem de lá, Nuestro norte es el Sur, e o que vai de cá: sem o norte, não há Mercosul pleno.
É COORDENADOR DO NÚCLEO DE ANÁLISE DA CONJUNTURA INTERNACIONAL - PUC DE SÃO PAULO
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