quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O burro e os trapalhões

Havia uma estória de que em uma aldeia no norte da Rússia um dos prepostos de Stalin dominava os moradores de forma tirânica.

As famílias tinham que se espremer em casas em forma de cubículos.
Como castigá-los fisicamente não diminuia a constante reclamação deles por falta de espaço e desabastecimento de alimentos os líderes tribais arrumaram uma solução: A família que reclamasse ganharia um burro para conviver, compulsoriamente por decreto baixado, dentro da apertada casa.

O animal dividia o exíguo espaço e, durante as nevascas, fazia, também, ali, suas necessidades fisiológicas. Com o tempo o fedor e o desconforto tornavam-se insuportáveis. O burro lá permanecia por muitos dias até que o exausto chefe de família procurava o chefe tribal para pedir arrêgo.

O burro era retirado e o alívio era imediato. As condições, contudo, permaneciam. Quando os membros da grande família voltavam a reclamar o chefe da casa advertia: Estamos em situação ruim, reconheço, mas pelo menos nos livramos do burro!!

Entendo que a essência desta excrescência jurídica não são uns pouquíssimos militares, ainda vivos, que atuaram no período da ditadura, eles são uma muito bem elaborada manobra diversionária. A atenção da mídia se dá sobre os militares viventes e os pesados instrumentos de controle da sociedade permanecem longe dos holofotes.

A atenção deste decreto afunilou-se, pela mídia, neste foco que, agora tirado, mantém no lugar todos os demais riscos de controle absoluto da sociedade.

Pensem sobre isto.

Estadão: Os trapalhões em forma

Um comentário:

  1. Todos que tem o poder nas mãos, fazem com que a população se torne oprimida, refém de alguma coisa...Hoje não há "militares", mas somos reféns das instituições financeiras que lucram, lucram e o governo não faz nada, aliás quando fazem somente em favor dos bancos, também somos reféns de planos de saúde, impostos, entre outros.....

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