quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Fome é "alarmante" em 29 países, revela estudo

 Amigos, o que serve de alerta é o fato de que todos os países apontados no estudo não possuem capacidade de infra-estrutura adequadas ao seu desenvolvimento e que, também,  sofrem com os desastres ambientais, a exemplo dos países do Caribe e América Central que possuem investimentos estrangeiros para mitigar tais problemas.
Como se trata de África e Ásia onde aspectos religiosos e idiossincráticos muito fortes, esses países ficam à mercê da sorte, uma vez que investidores estrangeiros buscam, sobretudo, segurança de retorno de seus investimentos.
Ressalto, entretanto, que estes são apenas parte de uma dimensão mais complexa da Segurança Alimentar, tema que tenho uma tese de mestrado.
Vale a pena acompanhar o assunto.


Fome é "alarmante" em 29 países, revela estudo



Vinte e nove países apresentam níveis alarmantes de fome e mais de 1 bilhão de pessoas não tinham o que comer em 2009, de acordo com um novo relatório mundial sobre a situação no mundo todo.
Líderes mundiais estão longe de uma meta estabelecida em 1990 de reduzir pela metade o número de pessoas famintas em 2015, segundo o Índice Mundial da Fome (GHI), publicação anual do Instituto Internacional de Pesquisa de Políticas Alimentares e outras entidades assistenciais.
 "O indicador da fome no mundo permanece em um nível definido como 'sério'", disse o relatório. A maioria dos países com dados "alarmantes" no índice ficam na África Subsaariana e no sul da Ásia. As crianças são citadas como especialmente vulneráveis.
Países com número elevado de pessoas que passam fome precisam agir para melhorar a nutrição das crianças durante os primeiros mil dias depois da concepção, incluindo nutrição pré-natal e programas de educação nutricional para mulheres grávidas, disse Marie Ruel, chefe da divisão de pobreza, saúde e nutrição do GHI.
"Para melhorar a nutrição infantil, os programas e políticas têm de enfocar na janela de oportunidade", disse Ruel. "A desnutrição na primeira infância perpetua a pobreza de uma geração para outra."
A porcentagem de pessoas subnutridas caiu de 20% em 1990-1992 para 16% em 2004-2006. A ONU (Organização das Nações Unidas) acredita que o número de pessoas que passam fome caia de 1 bilhão em 2009 para 925 milhões este ano.
Mas o índice mostra que algumas regiões ainda estão lutando contra o problema e que as causas da fome diferem em todo o mundo, de acordo com o relatório.
"Em comparação com os números de 1990, globalmente o índice mundial da fome melhorou 24%", disse Ruel. No entanto o progresso varia enormemente de uma região para outra.
Os dez países com os piores indicadores de fome --todos classificados como "extremamente alarmantes" ou "alarmante"-- foram a República Democrática do Congo, Burundi, Eritreia, Chade, Etiópia, Serra Leoa, Haiti, Comoros, Madagascar e República Centro Africana.

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