13/10/2010
Ontem, milhares de brasileiros fiéis à padroeira do Brasil, Nossa Senhora de Aparecida, celebraram com toda a devoção o feriado a ela dedicado. O dia deveria ter sido usado pelos postulantes à Presidência da República, Dilma Rousseff e José Serra, para reflexão sobre o pouco respeito que significa a discussão por eles protagonizada sobre preferências religiosas.
Nada contra a troca de ideias sobre qualquer tema. Mas colocar este no centro das discussões, quando o país tem dezenas de problemas graves cujas soluções deveriam estar sendo levantadas por Dilma e Serra – além do modo como se trata da religião – soa como uma atitude aproveitadora e oportunista.
Na segunda-feira, Dilma foi à igreja em Aparecida do Norte (SP). Pelo menos teve a sinceridade de dizer que lá estava pela primeira vez. Ontem foi a vez de Serra, fotografado em meio à multidão de fiéis. A este faltou dizer quantas vezes já estivera lá – ou, no mínimo, quantas vezes foi numa data em que a igreja não estivesse lotada (de eleitores?).
As duas visitas são pontuais demais para que se acredite piamente na religiosidade do tucano e da petista.
E são dignas de repulsa quando se observa que ambos estavam ao lado de tantas pessoas humildes, doentes, mergulhadas em dor e sofrimento concretos, que tinham chegado dos mais variados e distantes pontos do país em busca de uma luz, de um sopro de esperança para suas vidas, ou apenas para comovidamente agradecer por algo conseguido com a fé.
Portanto, chega desse assunto, candidatos.
Respeitem as variadas crenças dos brasileiros, não invadam o terreno da fé em troca de votos. Vamos discutir o futuro do Brasil com o advento do pré-sal, a dicotomia que se apresenta na economia (juros baixos ou altos, riscos de inflação, supervalorização do real), a criação de mais empregos, melhorias efetivas no transporte e na saúde, a transformação da educação em item de Primeiro Mundo.
Assunto não falta.
O eleitor fará um bem enorme ao país se decidir seu voto pela competência administrativa e capacidade de o candidato levar o país a um futuro melhor. Quem quer religião decidindo eleição está contando um conto de vigário.
Nada contra a troca de ideias sobre qualquer tema. Mas colocar este no centro das discussões, quando o país tem dezenas de problemas graves cujas soluções deveriam estar sendo levantadas por Dilma e Serra – além do modo como se trata da religião – soa como uma atitude aproveitadora e oportunista.
Na segunda-feira, Dilma foi à igreja em Aparecida do Norte (SP). Pelo menos teve a sinceridade de dizer que lá estava pela primeira vez. Ontem foi a vez de Serra, fotografado em meio à multidão de fiéis. A este faltou dizer quantas vezes já estivera lá – ou, no mínimo, quantas vezes foi numa data em que a igreja não estivesse lotada (de eleitores?).
As duas visitas são pontuais demais para que se acredite piamente na religiosidade do tucano e da petista.
E são dignas de repulsa quando se observa que ambos estavam ao lado de tantas pessoas humildes, doentes, mergulhadas em dor e sofrimento concretos, que tinham chegado dos mais variados e distantes pontos do país em busca de uma luz, de um sopro de esperança para suas vidas, ou apenas para comovidamente agradecer por algo conseguido com a fé.
Portanto, chega desse assunto, candidatos.
Respeitem as variadas crenças dos brasileiros, não invadam o terreno da fé em troca de votos. Vamos discutir o futuro do Brasil com o advento do pré-sal, a dicotomia que se apresenta na economia (juros baixos ou altos, riscos de inflação, supervalorização do real), a criação de mais empregos, melhorias efetivas no transporte e na saúde, a transformação da educação em item de Primeiro Mundo.
Assunto não falta.
O eleitor fará um bem enorme ao país se decidir seu voto pela competência administrativa e capacidade de o candidato levar o país a um futuro melhor. Quem quer religião decidindo eleição está contando um conto de vigário.
Acredito que não foram exatamente os candidatos que puseram os assuntos religiosos na pauta, mas a própria sociedade, ao valorizá-lo e permitir que tomasse as proporções que tomaram. Em boa parte, através da Internet. O marketing viral.
ResponderExcluirTal projeção sobre o tema foi fruto da própria necessidade da sociedade em obter respostas claras sobre os temas abordados. E, mesmo depois dos candidatos "cairem a pau" abominando a prática das "calúnias", não se posicionaram como a sociedade queria. Se o tivessem feito, a questão teria sido sanada e provavelmente outros assuntos teriam se projetado mais.
Quando orarmos, devemos entrar no escuro do nosso quarto e nos dirigirmos a Deus. Cidadãos como eles, com tantos holofotes à vista, não tem como não parecer oportunistas na multidão. Jesus Cristo diria: "já tiveram sua recompensa".
E aí, enquanto muitos acham que o assunto do aborto foi superestimado pelos candidatos e pela mídia, faço uma reflexão: assassinato, legalização de assassinato, contra seres completamente indefesos, não é uma pauta digna? Enquanto deveria ser visto como ato extremo de covardia e julgado como crime hediondo, busca-se a descriminalização, dando o direito de qualquer mãe "acidental", sem nenhum risco de vida ou sem ter sofrido nenhuma violência, ter o direito de arrancar a vida do seu ventre, de onde nunca deveria ter surgido. Retrato de uma sociedade em crise de valores...
Para saber mais sobre o que se tem chamado de "calúnias" que "não se sabe de onde vem", eu sugiro o acesso ao link: http://e-relevante.blogspot.com/2010/10/as-supostas-calunia-contra-dilma-e-o-pt.html