sábado, 8 de janeiro de 2011

Obama assina lei que dificulta fechamento de Guantánamo e julgamento de seus presos

Houve uma enorme celeuma ao longo da campanha presidencial com críticas contumazes do, então, candidato sobre Guantanamo Bay.


Ao longo da campanha de Obama eu cursava o segundo ano do mestrado em Washington após  profundas pesquisas em Segurança e Defesa onde o terrorismo tem peso prevalente. Eu dizia na época aos vizinhos e amigos: "Jamais o Congresso americano irá permitir que Guantanamo seja fechado." Nos EUA o Congresso manda muito mais do que o Presidente, diferente, claro, que aí no Brasil.


Também li com atenção seu primeiro livro: "Audacity of hope" uma bela coleção de inocentes e pueris visões do mundo.

Agora, dono do telhado de vidro, o "yes, we can change" viu que retórica acerca de terrorismo é para amadores perigosos.

O "Prêmio Nobel da Paz" sem ter nada de concreto além de meras intensões viu que presidir os EUA em meio a complexidade do mundo atual é muuuito diferente do que se percebe a partir do lado de fora da Casa Branca.


Gostem os entusiastas dos direitos humanos ou os que defendem a relação lúdica entre seres humanos no mundo, dentre eles os que lhe consignaram o Nobel da Paz, Obama está, rigorosamente, cumprindo o papel para o qual foi eleito: defender os interesses do povo americano. Simple like that!!

Quanto a questão do terrorismo, ao dar 87% de aprovação a Lula, a sociedade também está anuindo com as duvidosas amizades amealhadas pela política externa do semi-ungido e se colocando como alvo de futuras intervenções.
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Folha.com

O presidente dos EUA, Barack Obama, assinou nesta sexta-feira um projeto de lei que inclui uma medida proibindo que suspeitos presos em Guantánamo sejam transferidos aos EUA para julgamento. A medida é um golpe nas promessas de campanha de Obama de fechar o complexo prisional e julgar os detidos em tribunais federais.

"Apesar de minha forte objeção a essas determinações, às quais meu governo tem se oposto de forma consistente, assinei essa medida por causa da importância de autorizar recursos para, entre outras coisas, nossas atividades militares em 2011", disse Obama em comunicado.

Segundo ele, a medida é um desafio "perigoso e sem precedentes" para o Executivo.

Os fundos para Guantánamo fora incluídos em um importante projeto de defesa que o Congresso americano aprovou nos últimos momentos de trabalho do ano passado. Obama evitou vetar o projeto, já que ele também autoriza bilhões de dólares em gastos para as guerras em curso no Afeganistão e no Iraque.

A lei inclui medidas que impedem que recursos sejam usados para transferir suspeitos da prisão de Guantánamo, em Cuba, para os EUA. Também restringe o uso de certos recursos para enviá-los a outros países, a menos que condições específicas sejam atendidas.

Isso deve tornar muito difícil para o governo Obama buscar julgamentos criminais para os suspeitos de terrorismo, incluindo o mentor dos ataques de 11 de Setembro, Khalid Sheikh Mohammed, que deveria enfrentar julgamento em Nova York.

"Meu governo vai trabalhar com o Congresso para tentar derrubar essas restrições, vai tentar mitigar seus efeitos, e vai se opor a qualquer tentativa de estendê-las ou expandi-las no futuro", disse Obama.

Obama prometeu fechar Guantánamo em sua campanha eleitoral em 2008.

HISTÓRICO

A prisão de Guantánamo foi aberta em 11 de janeiro de 2002 pelo então presidente George W. Bush para os prisioneiros de sua 'guerra contra o terrorismo'.

Desde então, os Estados Unidos mantém centenas de pessoas presas sem julgamento, acusação ou acesso a advogados, em condições muitas vezes denunciadas por organizações de direitos humanos.

Atualmente Guantánamo tem 174 detidos, dos quais apenas três foram julgados.

Obama assinou um decreto em 22 de janeiro de 2009 para fechar a prisão em um ano, mas o Congresso o impediu de fazê-lo, permitindo apenas que os prisioneiros entrassem nos Estados Unidos para serem processados.

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