sexta-feira, 11 de março de 2011

Violência e mortes reavivam a tensão religiosa no Egito

A reportagem revela o quão complexa é a idiossincrasia das sociedades do oriente médio. Há que se refletir em termos de história, cultura, relações sociais, tribais. Também convém entender o motivo pelo qual o Ocidente "permite" ditadores, ainda que sob a ótica por demais humanista dos analistas.

Relembrando que desde 2006 que os EUA orientam e apóiam a redemocratização no Iraque e Afeganistão e até agora aquelas sociedades não lograram êxito em andar com as próprias pernas.



Violência e mortes reavivam a tensão religiosa no Egito
Valor Econômico - 10/03/2011

O aparecimento de conflitos internos no Egito, após a "festa revolucionária" que derrubou a ditadura de Hosni Mubarak, dá indícios do quão difícil devem ser as transições nos países sublevados da região. Ao menos 13 pessoas morreram em choques entre cristãos e muçulmanos nas imediações do Cairo. Mesmo na praça Tahrir, dezenas de homens armados com pedras atacaram algumas centenas de manifestantes pró-reforma, na tentativa de expulsá-los.

O confronto entre cristão e muçulmanos marca a volta das tensões que pareciam ter desaparecido após a revolução no país.

A violência no Cairo na noite de terça-feira foi o pior confronto sectário desde que Mubarak foi derrubado em 11 de fevereiro por uma revolta marcada pela solidariedade entre cristãos e muçulmanos.

Os distúrbios aconteceram após grupos de cristãos interditaram uma estrada durante um novo dia de protestos devido ao incêndio de uma igreja no sábado passado na província de Helwan, no sul da capital egípcia. Muçulmanos de um bairro do outro lado da estrada tentaram desbloqueá-la.

Mesmo na praça Tahrir, principal palco dos manifestantes contra Mubarak, a linha dura foi imposta à força. A TV estatal exibiu imagens de centenas de pessoas se enfrentando com pedradas. Mais tarde, oficiais do Exército foram vistos retirando barracas dos manifestantes, disseram testemunhas.
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